Tema de redação
A deficiente educação financeira no Brasil

Textos motivadores

Texto 1

SÃO PAULO – O consumidor brasileiro não sabe lidar com o próprio dinheiro, segundo revela pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

De acordo com o estudo, 85% da população faz compras sem planejamento e 74% não possui qualquer investimento fixo, nem mesmo caderneta de poupança. Para o SPC Brasil, é necessário aumentar o nível de consciência financeira do brasileiro, visto que a combinação de fatores como o atual cenário econômico nacional e social, alta empregabilidade, aumento da renda média e amplo acesso ao crédito fez emergir uma nova classe média e consequentemente um novo padrão de consumo.

“Daí surge a importância da educação financeira como forma de contribuir ativamente para aumentar o nível de consciência financeira, reduzindo a inadimplência e possibilitando um mercado mais transparente e com vantagens para todos que utilizam o crédito”, alerta a economista da instituição, Ana Paula Bastos.

COMPRAS

Quando analisado somente os hábitos de compra do consumidor brasileiro, o levantamento mostra que 54% realizam compras sem planejamento esporadicamente, 24% frequentemente e 7% sempre. Apenas 15% dos entrevistados disseram nunca fazer compras não planejadas.

Já quando envolvem fatores emocionais, quatro em cada dez entrevistados admitem fazer compras por impulso em momentos de ansiedade, tristeza ou angústia, sendo a ansiedade por um evento que se aproxima (festas, jantares e viagens, por exemplo) é o que mais motiva os consumidores das classes A e B que compram movidos por impulso; e a baixa autoestima o que mais impacta os consumidores das classes C e D.

“Na busca pelo prazer imediato ou para exibir um estilo de vida que não condiz com a própria renda, o comprador se alivia momentaneamente sem se importar com o futuro do próprio bolso”, diz Ana Paula.

Ainda observando o momento da compra, apesar do brasileiro ter um comportamento considerado maduro ao pedir desconto nas compras à vista (hábito de 85% dos consumidores), na hora de fazer compras a prazo ainda há o que aprender.

Isso porque, diz o estudo, a maior parcela dos consumidores (37%) só analisa se o valor mensal da parcela cabe no bolso e não leva em consideração a taxa de juros embutida no financiamento. “Esse comportamento é ainda mais marcante nas classes C e D porque são consumidores que estão aprendendo a lidar com o crédito e que têm costume de fazer compras, principalmente as de maior valor, parceladas”, explica a economista.

SEM POUPANÇA

Outro ponto que mostra a imaturidade do brasileiro em relação às finanças é o fato de 74% dos entrevistados pelo SPC admitirem não possuir qualquer tipo de investimento fixo como a caderneta de poupança.

“Apesar de a pesquisa apontar que 72% dos entrevistados se considerem aptos a fazer administração das finanças de casa, o que se percebe é que o brasileiro não tem noções básicas de orçamento doméstico e não sabe lidar com o próprio dinheiro”, afirma a especialista.

Em uma situação hipotética de perda total das fontes de rendimentos, 30% dos consumidores dizem que não conseguiriam manter o atual padrão de vida nem por um mês, enquanto que 35% conseguiriam mantê-lo de um a três meses.

Disponível em http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/economize-dinheiro/noticia/2688782/brasileiro-nao-sabe-lidar-com-proprio-dinheiro-diz-pesquisa

 

Texto 2

Educação financeira infantil é um tema que conquista cada vez mais importância para os pais. Abordar a questão com as crianças é capacitá-la para entender o valor do dinheiro e fazer o melhor uso do recurso. Educação financeira não se aprende de uma hora para outra. Por isso, quem deseja introduzir o tema com os filhos deve ter paciência, persistir e sempre que possível abordar conceitos relacionados ao assunto.

Não faça da educação financeira infantil um tabu na sua casa

O primeiro passo para quem deseja introduzir a educação financeira infantil em casa é falar sobre dinheiro de forma natural com as crianças. Quanto mais intimidade seus filhos tiverem com o tema, mais facilidade eles terão para lidar com esta questão ao longo de suas vidas e mais preparados estarão para fazerem as melhores escolhas financeiras. Explique conceitos básicos, como orçamento, salário, gastos, cartão de crédito, empréstimos, etc. e os ilustre de forma prática para as crianças entenderem.

Introduza o sistema de mesada

A mesada é um instrumento que pode ser muito útil para a educação financeira infantil.  Depois de conversar sobre as crianças sobre dinheiro e conceitos relacionados a ele, defina uma mesada (ou, se preferir, “semanada”) e converse com seus filhos que a responsabilidade por aquela verba é exclusivamente dele. Assim, as crianças começam a entender que são responsáveis por suas escolhas financeiras e pela consequência delas.

Mostre a importância de controlar gastos

De posse do seu próprio dinheiro, é importante incentivar a criança a controlar seus gastos para o valor recebido como mesada não acabar antes do tempo. Ajude seu filho mostrando como ele pode criar um orçamento pessoal, listando em um caderninho as despesas que ele tem e fazendo a dedução do seu saldo financeiro. Muitos pais não sabem exatamente qual o melhor valor de mesada. Alguns pontos devem ser levados em consideração para chegar a esta quantia: a disponibilidade no orçamento familiar e a natureza dos gastos da criança, assim como o nível de responsabilidade financeira que deseja transferir para ela.

Estimule o hábito de poupar

Além de usar a mesada para mostrar a importância de controlar gastos, use o recurso como instrumento para mostrar para a criança como é positivo criar o hábito de poupar. Dê um cofre ou uma latinha para seu filho e explique para ele que se todo mês ou semana ele guardar um pouco do que ganha de mesada em algum tempo ele pode comprar um brinquedo que deseja muito ou uma roupa da moda.

Disponível em https://blog.guiabolso.com.br/2015/01/22/educacao-financeira-infantil-saiba-ensinar-financas-para-os-filhos/

Texto 3

São Paulo – Retornos exorbitantes, livres de risco e em um curto espaço de tempo. Bom demais para ser verdade? Consultores financeiros alertam: a tríade invariavelmente aponta para um esquema de pirâmide, golpe que ganhou popularidade no século passado, mas continua fazendo vítimas pelo mundo afora. “Os mesmos elementos estão sempre presentes: algo que começa do nada, com poucos aderentes, promessa de rentabilidade diferenciada e uma figura central que patrocina o negócio”, afirma o economista Marcos Silvestre, autor do livro “12 meses para enriquecer”.

É verdade que os primeiros participantes costumam sair no lucro. Isso acontece porque o dinheiro dos que entram na base da pirâmide é usado para remunerar com generosidade os que desejam pular fora. Dessa forma, o negócio – seja um intricado investimento em animais ou uma corrente na internet que promete retornos vultosos a partir de aportes bem modestos – parece de fato funcionar. Envernizada pelo sucesso, a aplicação cai nas graças dos investidores, que não raro convidam amigos e familiares a embarcar na mesma empreitada. Mas a partir do momento que a base deixa de crescer, a pirâmide desmorona. Sem geração sustentável de caixa, a grande maioria dos participantes termina sem qualquer dinheiro no bolso.

No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários já abriu 24 processos administrativos contra ofertas com características de pirâmides de 2007 até agora. Mas o caminho é longo para quem espera reaver parte do dinheiro aplicado. A reparação do prejuízo é determinada pelo poder judiciário, que pode ou não se apoiar na atuação da CVM (que impõe apenas sanções administrativas) para abrir um novo processo. Melhor mesmo, recomenda Silvestre, é desconfiar de toda e qualquer rentabilidade líquida superior a 1% ao mês que for apresentada como um retorno garantido. Conheça, a seguir, seis esquemas de pirâmides que se tornaram famosos no Brasil e no mundo.

Disponível em http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/6-golpes-financeiros-que-enganaram-milhares-de-investidores

 

 

Redações de exemplo sobre o tema A deficiente educação financeira no Brasil

Leia as redações já enviadas para este tema.

Tema: A importância da educação financeira na sociedade contemporânea

No filme "Os delírios de consumo de Back Bloom", mostra que a protagonista vai a uma entrevista de emprego, mas an...

Leia a redação completa

Estudo e analfabetismo

Desde os primórdios da humanidade o ensino e a aprendizagem são ferramentas indispensáveis para o desenvolvimento do ...

Leia a redação completa

A deficiente educação financeira

A educação financeira consiste em um sistema que contempla um planejamento, execução e revisão dos objetivos financei...

Leia a redação completa

As implicações da má educação financeira no Brasil

Inicialmente é notório que a educação financeira no Brasil é deficitária e é um tabu entre grande parte das fam...

Leia a redação completa

Crise Politica no Brasil

Não há que se negar que o assunto mais abordado nos dias de hoje é a crise politica no Brasil. Embora seja algo relev...

Leia a redação completa