Tema de redação
Os relacionamentos abusivos em questão no Brasil e seus fatores impulsionadores

Textos motivadores

Texto 1

Os relacionamentos abusivos, infelizmente, fazem parte da nossa realidade. Não importa qual o tipo de relação ou quem a compõe, muito menos o engajamento político dos envolvidos ou se possuem carteira de militância em algum movimento social: no fim, a violência pode encontrar espaço e se instalar em qualquer lugar.

Muitas pessoas acreditam que um relacionamento só é abusivo quando ocorre agressão física. Contudo, alguns ataques psicológicos podem gerar consequências tão graves quanto lesões corporais. Em geral, o que alimenta esse tipo de relação é o desejo de posse e controle sobre o parceiro, um comportamento que se inicia de maneira quase imperceptível e piora aos poucos, até que ultrapassa o limite.

Situações de extrema violência entre parceiros e ex-parceiros não são difíceis de serem encontradas nos jornais. Em sua maioria, os casos ocorrem em relações heterossexuais, onde o agressor, na maior parte das vezes, é o homem. Eles abusam de suas parceiras porque as veem como coisas que podem ser controladas e manipuladas e acreditam que devem estar no controle do relacionamento. Em geral, esse tipo de abuso é aprendido socialmente, seja em casa vendo o relacionamento dos pais, com os amigos ou com a própria cultura machista que objetifica a mulher.

A pesquisa “Violência Contra a Mulher, o Jovem está Ligado?”, feita pelo Instituto Avon e Data Popular em 2014, revelou que 52 milhões de brasileiros admitem ter algum conhecido, parente ou amigo que já foi violento com a parceira, mas apenas 9,4 milhões admitem terem tido essa atitude. O curioso é que quando são listados alguns abusos sem que sejam nomeados dessa forma, a incidência aumenta. Isso mostra que determinados comportamentos ainda não são vistos como violentos pela sociedade.

Fonte: http://www.jornaljr.com.br/2016/09/28/o-relacionamento-que-tortura/

 

Texto 2

Os relacionamentos abusivos são mais comuns do que as pessoas imaginam. Muitos dos que vivem em uma relação assim nem mesmo sabem ou conseguem perceber que estão sendo controlados. O problema é um perigo principalmente para as mulheres, que são as que mais sofrem com o controle dos parceiros, pois geralmente são acompanhados por ameaças, que podem evoluir para violências físicas e até à morte, configurando-se crime de feminicídio.

O alerta vem de profissionais da área policial, psicológica e até jurídica. Os relacionamentos abusivos nem sempre vêm com violência física e verbal tão perceptíveis, a violência geralmente é psicológica e silenciosa. O controle dos lugares que podem ser frequentados, das pessoas com quem se pode andar, das atividades que se pode realizar e do domínio pessoal sob ameaça de término da relação são exemplos de comportamentos que indicam estar dentro de um relacionamento abusivo, como explica a psicóloga Denisdéia Sotero.

“Muitas mulheres só acham que estão em um relacionamento abusivo quando são ameaçadas ou sofrem opressão física. Mas não é assim. Não existe uma etapa específica. A partir do momento que o homem usa uma tonalidade de voz que indique um controle ou que age como se fosse dono da mulher, ou ainda que fique olhando as redes sociais, invadindo a privacidade da companheira, ali já se configura um relacionamento abusivo com predisposição para um relacionamento com violência”, esclarece a psicóloga.

De acordo com os dados divulgados na última segunda (30) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ano passado, uma mulher foi assassinada a cada duas horas no Brasil, totalizando 4.657 mortes. Mas apenas 533 casos foram classificados como feminícidio, mesmo após a lei de 2015 obrigar tal registro para as mortes de mulheres dentro de suas casas, com violência doméstica e por motivação de gênero.

Segundo Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum, o Piauí registrou 58% das mortes de mulheres como feminicídio. Em 2015, tiveram 67 ocorrências de crime de feminicídio no Estado. Embora em 2016, este tipo de crime tenha reduzido em 19,4% e chegado às 54 ocorrências no Estado, este ainda é um dado considerado preocupante, se levar em conta as sub-notificações.

Fonte: https://www.portalodia.com/noticias/politica/relacionamento-abusivo-pode-levar-a-feminicidio-308556.html

 

Texto 3

 

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Fonte: http://www.jornaljr.com.br/2016/09/28/o-relacionamento-que-tortura/

 

 

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