Título da Redação: Pertencendo à desigualdade

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há quase 3 anos por Arthur Bortone


Após a queda do Estado Keynesiano, causada pela influência neoliberal, as mãos do Estado nos mecanismos de bem comum foram praticamente extintos. Mesmo nunca presenciado o Estado de Bem Estar social, o Brasil também demonstrou uma independência da obrigatoriedade de prover a qualidade de vida do cidadão. Tal fator interfere diretamente nos âmbitos social e educacional de um indivíduo além de intensificar o processo de segregação social.

A sociedade brasileira vive na situação inconstitucional onde os direitos social e civil são delimitados puramente pela situação financeira. Direitos à saúde, educação, segurança pública, moradia não fazem parte do dia a dia da população. A sensação de não obrigatoriedade do poder público em conjunto ao desconhecimento da população constroem uma realidade onde a qualidade de vida é mérito exclusivo do cidadão e deve ser adquirido financeiramente pelo mesmo.

No âmbito educacional, o descaso das esferas públicas na melhoria do ensino básico torna-se fator motriz da exclusão. Um ensino público de péssima qualidade se torna fundamental para o distanciamento de indivíduos de classes econômicas diferentes. Além disso, essa realidade colabora para a formação de um indivíduo despreparado e inculto tanto para introdução no mercado de trabalho como para continuidade nos estudos e portanto perpetuando a divisão educacional no Brasil.

Por outro lado, existe também a falsa sensação ,por meio de cidadãos de classes baixas, de pertencimento a classes economicamente superiores. Todos os dias milhões de mercadorias pirateadas são consumidas na expectativa de trazer um fragmento de um mundo inalcançável à uma pessoa menos favorecida. Construindo assim uma falsa identidade e contribuindo pela construção intrínseca da desigualdade.

Para contornar tal situação de exclusão aos meios bem comum e garantir isonomia à todos são necessárias algumas medidas. Cumprimento, por meio do Estado, de medidas constitucionais. Trazer à população saúde e educação de qualidade são fatores primordiais para extinguir a desigualdade social. Também por é necessário garantir o livre acesso à cultura. Museus, Teatro, Cinema à toda a população por iniciativas governamentais em parceria de empresas privadas para que assim possa se consolidar um cidadão com identidade própria e qualidade de vida.


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Comentários enviados

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    Enviado por Ariana Lobo

    O candidato discorre sobre desigualdades sociais, mas pouco fala acerca da "camarotização" proposta no tema, ou seja, a segregação física por classes sociais. Há, no terceiro parágrafo o início de uma reflexão sobre isso, quando o candidato trata da separação escolar por classes, mas não há desenvolvimento, tampouco aprofundamento. Por esse motivo a nota foi diminuída nas competências 2 e 3. A proposta de intervenção é pertinente, porém muito abrangente. O candidato sugere "saúde e educação de qualidade", mas como isso seria feito? Por meio de quais ações? Por que o livre acesso à cultura contribuiria para a resolução do problema? Além disso, no que diz respeito ao uso do registro formal da língua, há alguns poucos desvios que impossibilitam a nota 5 na competêcia 1, como o uso equivocado da expressão "pelo mesmo" como retomada para "cidadão", no segundo parágrafo. No português a palavra "mesmo(a)" não tem função de pronome pessoal, e por isso não pode substituir "ele", "ela", "elas", "dele", "dela", "para ele", "nele", etc. A frase em questão seria facilmente corrigida substituindo o "pelo mesmo" por "ele". Há também o uso errôneo do "onde" no segundo parágrafo. O "onde" é advérbio que serve para indicar lugar, logo, deve ser utilizada somente como referência a algum lugar específico, como por exemplo: a casa onde moro. Na frase em questão, o "onde" poderia ser substituído por "na qual". Apesar disso, o candidato faz excelente uso do tipo dissertativo-argumentativo.

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