Título da Redação: PERSISTÊNCIA ARISTOCRÁTICA

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há quase 3 anos por Yasmin Dias Lima


O conceito que define a segregação entre classes - particularmente no âmbito brasileiro - veio à tona após alguns movimentos denominados ''rolezinhos'', no qual jovens marcavam encontros em shopping centers com o intuito de conhecer novas pessoas em um espaço privado.
A prática da camarotização, por vezes, acaba por contrariar noções de cidadania, que pressupõe aos cidadãos uma vida coletiva provida de direitos. Não raramente observamos em espaços como estádios, festas e viagens de avião a segregação entre a classe econômica e a executiva, por exemplo. Será o início do Apartheid das camadas sociais?
Com a economia favorável para o crescimento das classes baixas e médias, a necessidade de sentir-se parte do espaço revelou estilos de vida e consumo que outrora eram menos visíveis, discretos. Ostentar significa expor, seja uma marca, produto ou a mera exposição do ato de participar do que antes era privado.
De fato, a estratificação que já existia e que atualmente apresenta novos conceitos, apenas serviu de transparência para tamanho preconceito. A renegação da função do espaço público está diariamente em conflito com o ideal de ''mistura brasileira''.
Em suma, o entendimento de que ultrapassamos o período Colonial e o Império, podendo usufruir de mobilidade social, deve ser posto como natural, uma evolução que quebrou paradigmas e oferece à mais da metade da população serviços e bens de qualidade. A solução para o fim da camarotização não é a mudança no espaço e sim na consciência de que no Brasil a democracia relaciona-se com a mobilidade, e, felizmente, com a ascensão social. É preciso que haja uma naturalização de todas as classes dentro do mesmo espaço, é preciso um camarote que abranja o coletivo.


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Comentários enviados

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    Enviado por Ariana Lobo

    O candidato demonstra excelente domínio da modalidade escrita padrão da língua portuguesa, bem como do tipo textual dissertativo-argumentativo. A argumentação é muito pertinente, faltando, contudo, a abordagem de fatos (provenientes de fontes confiáveis) que comprovem o posicionamento defendido pelo candidato e enriqueçam o texto. A comparação com o Apartheid é muito válida e poderia ter sido mais desenvolvida, até porque o candidato faz uma pergunta ("seria um apartheid social?") e não a responde. Sempre que fazemos uma pergunta devemos respondê-la, sendo que, nesse caso, responder a pergunta aprofundaria o nível da discussão do tema, enriquecendo a redação. No que diz respeito à articulação, há alguns trechos desconectados, como a troca de frases no terceiro parágrafo. Precisa de conectivo para que o texto se torne um todo orgânico, no qual todas as partes se interligam. A proposta de intervenção está demasiadamente genérica. O candidato propõe uma mudança de consciência, mas como isso se daria? Que tipo de ações seriam necessárias para mudar a consciência das pessoas? Quem promoveria? De que modo? O candidato defende também a "naturalização das classes", mas o que isso significa em termos de ações práticas? A proposta de intervenção deve ser pensada como um processo, e deve responder as perguntas: O que precisa ser feito? Que faria? Como faria?

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