Título da redação:

Cui bono?

Tema de redação: Testes em animais: até que ponto o avanço da ciência interfere no direito à vida dos animais?

Redação enviada em 10/06/2015

Contemporaneamente muito se é criticado, e, o uso de animais para experiencias científicas não fica fora de debate. Muitos defendem o bem-estar dos bichinhos, já outros, defendem que, para a evolução no meio científico, deve-se utiliza-los pois são de grande aproximação ao organismo humano e isso preveniria complicações ao uso de produtos através de exames toxicológicos. Com os testes feitos por industrias de cosméticos, por exemplo, tem-se um maior controle sobre o que dará e não dará certo, além dos possíveis efeitos colaterais sofridos. Dessa forma, poder-se-ia aperfeiçoar os produtos até chegar na fórmula perfeita, ou seja, não prejudicial ao organismo humano. Contudo, deve-se ressaltar que as cobaias utilizadas em tais experiências — privadas de sua liberdade, e, muitas vezes, criadas em cativeiro desde o nascimento — podem ser maltratadas e sofrer graves complicações devido as substâncias químicas a que foram submetidas, como por exemplo, graves alergias e ainda, doenças degenerativas. Sob este ponto de vista, o que possibilitaria a substituição dos animais nesses testes seriam programas de computador criados para simular o efeito da substancia em contato com o tecido orgânico, ou ainda, o uso — com a permissão de familiares — de cadáveres conservados para fazer os testes em tecidos humanos, que não trariam nenhuma consequência. Há ainda a possibilidade de utilizar-se tecidos criados artificialmente que seriam capazes de simular o tecido humano e suas reações aos produtos, simulando tanto os efeitos positivos quanto negativos. Com isso, geraria a possibilidade de uma nova vida às antigas cobaias, devolvidas de volta a natureza.