Título da Redação: Sociedade desiquilibrada: Mais Joãos que Romãos.

Proposta: A ostentação e o consumismo.

Redação enviada há cerca de 3 anos por Natalia Sayuri


Em “O Cortiço”, Aluízio de Azevedo explora as ganâncias da classe suburbana da cidade do Rio de Janeiro. João Romão é a peça central do anseio por “status” social e a riqueza material. A causa disso é seu vizinho Miranda, o qual é Barão. Para disputar contra esse título, João investe na posse de bens como forma de representar sua grandiosidade. Não diferente de João Romão, a sociedade contemporânea brasileira tornou-se refém da materialização do conteúdo, ou seja, dar-se-á prioridade ao parecer. Os indivíduos são designers de sua própria imagem buscando a aceitação da sociedade desigual, a qual está acoplada aos interesses de mercado e do marketing.

Estes interesses resumem-se a dois fatores: Produção e consumo. São as duas engrenagens principais das Revoluções Industriais. Porém com o advento da globalização e da tecnologia da informação, os produtos estrangeiros passaram a iludir a população brasileira através de propagandas excessivas. E mais importante que o local de origem ou a qualidade do produto, é a aquisição deste. E foi desta forma que surgiram os grandes sites de compra internacionais como o AliExpress, Ebay, Amazon... Os quais oferecem grandes marcas e grifes a preço de banana.

Entretanto, os baixos preços devem-se a baixa qualidade do material e a mão de obra barata, muitas vezes, escravizada. O desconhecimento da origem do produto e a indiferença brasileira maquiam as violações aos direitos humanos por trás do “made in China”. Sejam itens verdadeiros ou não, GAP, NIKE, ADIDAS, HOLLISTER, IPHONE... Todas as grandes marcas terceirizam sua produção a fim da lucratividade, e se o marketing ainda funciona, há quem compra e há quem produza.

Portanto, a busca por mercados consumidores em território internacional necessitava de uma forte propaganda ideológica que materializasse tudo o que não era tocável, ou seja, o desejo de ascender socialmente. Com a ascensão do capitalismo a sociedade foi dividida entre Barões e Joãos, os quais ambos são vítimas do consumismo e do jogo de aparências. Porém enquanto um possui o título de riqueza, o outro o conquista através da construção de sua imagem, assim como a personagem fez no livro, pois nem ela queria ser mais João. Dessa forma, o único meio, a curto prazo, de amenizar a materialização dos indivíduos, seria através do conhecimento da realidade precária dos trabalhadores por trás dos produtos importados.

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