Título da Redação: Unir para transformar

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há mais de 2 anos por Lara Silvério


Diante as classes de um grupo estabelecidas pela renda monetária, notam-se práticas de separação física dos economicamente favorecidos, no meio social. Será essa, mais uma forma de aumentar o abismo de desrespeito e intolerância às diferenças do outro?

É cada vez maior o número de lugares, populares ou não, com áreas restritas destinadas à pessoas que procuram se afastar de uma maioria e que podem pagar valores mais altos. Dentre os exemplos típicos, destacam-se as festas e estádios de música e futebol, que possuem os denominados ''camarotes''. A cerca desse fato infere-se que a aversão à determinada camada, criou raízes na sociedade que se expressam indiretamente, não só por preconceitos raciais ou religiosos, mas também financeiros.

Além disso, no Brasil é explicito o pensamento social de segregação acerca dos sistemas públicos. Na educação são obrigatórias as aulas de sociologia e história para todos os anos escolares, disciplinas essas que devem ensinar a respeitar e a não inferiorizar os diversos países e culturas. No entanto, o ato seria dispensável se, na prática, já houvesse esse hábito, ao levar em conta que as classes mais ricas optam pelas escolas particulares, com argumento que essas são de maior qualidade, impossibilitando a mistura de realidades.

Em uma mesma perspectiva, observou-se também essa ''camarotização'' efetuada na igreja católica até meados do século XIX, ainda com a escravidão, no Brasil. As igrejas da época apresentavam em sua estrutura um espaço que separava os escravos do restante da população, e mostrava a segregação imposta por um órgão de grande prestígio político da época e que ditava os modelos sociais.

Dessa forma, faz-se necessária uma união de esforços entre a sociedade civil e o Estado a fim de coibir as disparidades que separam um povo. Assim, deve-se priorizar a excelência das escolas públicas, para que um mesmo sistema seja almejado e suficiente a todos, como é direito de todo cidadão, bem como, realizar eventos que mostrem a importância das diferenças para o fortalecimento de uma nação pelas escolas desde o primário. E também a proibição, de futuros locais de socialização, de áreas destinadas a uma minoria pelo governo. Por fim, a comunidade no estímulo a conviver com as diversas camadas, idealizem um mundo melhor para todos.


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