Título da Redação: Segregação Histórica

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há cerca de 3 anos por Guilherme Daros


A classificação e segregação da sociedade de acordo com seus bens materiais acompanha a civilização desde a Mesopotâmia. No Brasil, desde a ocupação portuguesa, as elites influenciam e dominam os níveis médios e baixos da pirâmide social, criando barreiras materiais e imateriais para se sustentar no topo.
Apesar de a democracia brasileira prezar pela igualdade de todos os cidadãos, o país vive uma realidade totalmente contrária a esse sistema, tanto que a Constituição do Brasil mais recente foi escrita com ideais burgueses pós-Revolução Francesa.
É visível em grandes centros urbanos os contrastes causados pelas diferenças de poderio econômico. Enquanto os mais abastados podem usufruir de escola particular, conforto e segurança em condomínios de luxo, quem não pode pagar vive em moradias precárias, inseguras, em zonas periféricas e não tem acesso a serviços básicos, como educação e saúde de qualidade. Isso cria um ciclo vicioso, em que as elites são sempre favorecidas e têm as melhores oportunidades, como nos processos para entrar nas melhores universidades e nas entrevistas de emprego.
Além disso, áreas que deveriam ser comuns, como shoppings, estádios e boates servem como mais um mecanismo de segregação, com espaços reservados e isolados para quem possui maior poder aquisitivo.
Ainda existem também as barreiras imateriais, em que estilos musicais, livros e artes são classificados para públicos específicos de uma classe social. O maior exemplo disso é o funk, ritmo que expõe a vida nos subúrbios brasileiros, e que é frequentemente inferiorizado pelas elites, ao invés de ser valorizado por ser integrante da cultura do país.
Logo, é preciso que medidas de equiparação social e econômica sejam implantadas ou expandidas, como é o caso das ações afirmativas nas universidades públicas e do Bolsa-Família. Assim, a pirâmide social brasileira pode ser desconstruída e a quase utópica democracia ser realmente alcançada.


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Comentários enviados

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    Enviado por Ariana Lobo

    A redação está, em geral, bem escrita e o candidato demonstra bom conhecimento da língua e do tipo dissertativo-argumentativo. O candidato precisa atentar-se, entretanto, à abordagem do tema, que deve estar em primeiro plano todo o tempo. O tema é o fenômeno da "camarotização", ou seja, a separação física entre as classes sociais. Trata-se, segundo o candidato, especificamente das "barreiras materiais". Desse modo, a discussão proposta no penúltimo parágrafo (sobre funk) é dispensável. Na proposta de intervenção o candidato diz o que deve ser feito, mas não diz como deve ser feito, nem quem deve fazer.

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