Título da redação:

Trotes universitários: qual o limite?

Tema de redação: Trotes universitários

Redação enviada em 10/05/2015

É comum relatos em noticiários sobre trotes universitários e as barbáries cometidas deixam a muitos assustados. Como seria possível um jovem, no auge de sua vida estudantil ser mutilado e até mesmo assassinado por outros jovens? Infelizmente essa é uma realidade vivenciada por todos, não sendo uma pratica contemporânea. Surgiu nas primeiras escolas de ensino superior da Europa, ainda no sistema feudal, o trote era um rito de passagem imposto aos estudantes que vinham do campo. Os agressores costumavam chamar as vítimas de "bichos" - pois se questionavam se os camponeses e as mulheres tinham alma - o que não se distancia da realidade atual, levando em consideração que ainda é bem comum chamar novatos de "bichos" ou "calouros". A questão degradativa é que, os agressores, na maioria dos casos, saem impunes, como se ferir pessoas fosse algo absolutamente normal. Existem vários tipos de trotes que podem ser feitos dentro e fora das universidades, como, por exemplo, a doação de sangue, concursos culturais, plantar árvores, dentre muitas outras alternativas realizadas para o bom convívio social, assim como uma boa maneira de ovacionar os novos alunos. Outra solução cabível para a diminuição e, quem sabe, até a erradicação deste tipo de violência, é o ato de proibição dentro das instituições de ensino. Mas não é suficiente. O que deve ser feito é o incentivo contínuo das instituições para que não haja trotes com qualquer tipo de violência e sim promover o bem-estar social. A polícia também pode ser de grande ajuda na prevenção de agressão e morte de universitários, porque mesmo com a implantação de projetos sociais, ainda existem alunos que insistem em ir às ruas para "brincar" com novos estudantes.