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Proposta: Trotes universitários

Redação enviada há cerca de 2 anos por usuário anônimo.


Desde a Idade Média, a passagem dos alunos, da vida estudantil para a vida acadêmica é marcada pelos trotes, como uma forma de inclusão dos calouros com os veteranos. Em 1999, um aluno que ingressava no curso de Medicina, na USP, morreu afogado na festa de recepção, contrariando a proposta inicial, das "calouradas", de integração. Infelizmente, não há como negar que apesar dos trotes promoverem a inclusão social, há casos em que estes atingem outras dimensões, resultando em violência, humilhações e até óbitos, devido ao abuso de poder e impunidade dos veteranos, além do silêncio das vítimas.
Em primeiro plano, o trote vem a ser um rito de transição com banhos de tinta e pedidos de dinheiro no semáforo, por outro lado, alguns trotes parecem ser um lugar à parte da sociedade, onde predomina a violência, a injustiça e o preconceito. À exemplo disso, estão os apelidos dados aos calouros, referidos a origem étnica, opção sexual e agressões físicas e psicológicas.
Nesse contexto, em 2010, na Unesp, houve um evento denominado o Rodeio das Gordas, onde os calouros deveriam agarrar meninas acima do peso, subir sobre elas e ficar o maior tempo possível. Isso deixa claro o contraponto entre a integração social e o abuso de poder. Além disso, o medo das vítimas de denunciar e a falta de apoio das universidades, faz com que esses acontecimentos sejam recorrentes.
Logo, a cultura do silêncio e a falta de punições severas, faz com que casos de trotes violentos perpetuem em âmbito nacional. Indubitavelmente, a postura permissiva das universidades e a falta de repressões eficazes, sendo a maioria dos processos arquivados pela justiça - como o caso de 1999, em São Paulo, arquivado em 2006 - faz com que vítimas tenham medo de realizar as denúncias, ficando expostas a lesão corporal, injúria e constrangimento ilegal.
Portanto, para que as confraternizações entre veteranos e calouros seja uma comemoração de integração social, respeitando à dignidade dos colegas, faz-se necessário a criação de uma Lei Federal que limite as ações dos alunos. Simultaneamente, deve-se criar uma ouvidoria estudantil vinculada à Secretaria de Justiça. ONGs estudantis, podem ser criadas, para promover os trotes solidários, repudiando qualquer tipo de humilhação. Por fim, as universidades devem apoiar as vítimas com psicólogos especializados, além de incentivar as vítimas a realizarem as denúncias de forma legal, caso seja necessário, deve expulsar os agressores da instituição. Em suma, é imprescindível que ações rápidas sejam feitas à fim de humanizar os trotes e acabar com o abuso de poder nos eventos estudantis.

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