Tema de redação
O avanço do agronegócio e os reflexos no meio ambiente

Textos motivadores

Texto 1

O agronegócio avança na trilha do desmatamento e da superexploração do meio ambiente. No lugar da floresta, grandes pastos para receber gado, lavouras de soja e algodão. E o que restou de árvores que alimentaram madeireiras e carvoarias ou que serviram de insumo para a construção civil das grandes cidades. Esse é o alto preço que paga o país por apostar na grande propriedade rural como alavanca para o desenvolvimento econômico. As ameaças ao Pantanal, Cerrado e Amazônia são apenas a face mais conhecida da destruição ambiental provocada também por grandes projetos de infra-estrutura que obedecem às demandas da indústria e da agricultura exportadora.

“O projeto de assentamento agroextrativista de Nova Ipixuna, no Pará, é a única área verde da cidade. Moram lá 350 famílias e vivemos da extração da castanha-do-pará, açaí, cupuaçu, andiroba, copaíba. O problema é que o assentamento está rodeado de serrarias e carvoarias. As castanheiras, a qualquer hora do dia ou da noite, são levadas do projeto. Os madeireiros oferecem dinheiro a alguns agricultores para eles derrubarem a mata além do permitido. Os carvoeiros se oferecem para comprar a área, para derrubar as árvores e fazer roça. Fico muito triste quando encontro essas pessoas lá dentro”, conta Maria do Espírito Santo da Silva, integrante do Conselho Nacional dos Seringueiros e moradora do assentamento de 23,58 mil hectares, criado há nove anos.

A extração ilegal de madeira para fornecer às siderúrgicas, produtoras de ferro-gusa, também preocupa os agricultores da região de Carajás. Além de testemunhar a plantação de eucaliptos em grandes propriedades alterando a paisagem, Nilton Fernandes da Silva, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá, também vê a mata nativa das pequenas propriedades sendo derrubada e vendida às carvoeiras. O carvão vegetal é utilizado na fabricação de ferro-gusa, matéria-prima do aço.

“A maior fonte para a produção de carvão está nas pequenas propriedades. Os agricultores vendem a madeira muito barata. Mas hoje nem se compra a madeira, já se instala o forno na pequena propriedade mesmo.” Além de alertar para a exploração de trabalho escravo nas carvoarias, Nilton afirma que as empresas também financiam o plantio de eucalipto pelos pequenos proprietários. “Para nós, essa é uma ofensiva que vai atender ao grande negócio. Aqui, as grandes propriedades das empresas têm 20, 50 mil hectares. Depois que a mata se acaba, se o pequeno produtor não tiver plantação, não tem como sobreviver.”

A agricultura empresarial depende da exploração de grandes extensões de terra. E o termo agronegócio – utilizado para modernizar a imagem do latifúndio – não esconde que, por onde a atividade avança, crescem a degradação ambiental e a concentração fundiária. “O agronegócio também é insustentável do ponto de vista social porque expulsa os pequenos agricultores do local”, afirma Sergio Schlesinger, do Fórum Brasileiro de Organizações Não-governamentais (Fbons).

Retirado de: http://reporterbrasil.org.br/2006/07/desmatamento-e- poluicao-seguem- o-rastro-do- agronegocio/

 

Texto 2

“A agricultura comercial não pode continuar crescendo à custa das florestas edos recursos naturais da região”, afirmou Jorge Meza, Oficial Florestal da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, sigla do inglês).

Ele se refere aos dados divulgados na semana passada no novo relatório O Estado das Florestas do Mundo (SOFO, em inglês), em que a agência internacional aponta que o agronegócio gerou quase 70% do desmatamento na América Latina entre 2000 e 2010.

O estudo da FAO mostra que, especialmente na Amazônia, a produção para os mercados internacionais foi o principal fator de desmatamento após 1990, resultado de práticas como o pastoreio extensivo, o cultivo de soja e as plantações de palma azeiteira (dendê). Menos de 2% do desflorestamento ocorreu devido à infraestrutura e à expansão urbana.

Pecuária

No Brasil, o cultivo comercial foi responsável por cerca de 10% do desflorestamento no período analisado. A principal causa de desmatamento no país continua sendo a pecuária, cujo índice, maior da região, chega a 80%. Outras formas de exploração da terra, como o cultivo em pequena escala, agricultura mista e infraestrutura, responderam juntos pelos demais 10%.

A organização analisou dados de sete países (Argentina, Colômbia, Bolívia, Brasil, Paraguai, Peru e Venezuela) e apontou que, entre 1990 e 2005, 71% do desflorestamento ocorreu devido ao aumento da demanda de pastos.

Na Argentina, a expansão dos pastos foi responsável por 45% do desflorestamento, enquanto a expansão de terras cultiváveis comerciais respondeu por mais de 43%. A única exceção foi o Peru, onde o aumento das terras cultiváveis em pequena escala foi o fator dominante para 41% do desflorestamento.

Adaptado de: https://www.brasildefato.com.br/2016/07/26/em-uma-decada-agronegocio-gerou-70-do-desmatamento-na-america-latina/

 

Texto 3

agronegocio

Fonte: http://desenrolado.com/geografia/o-agronegocio-e-a-questao-ambiental-no-brasil/exercicios-o-agronegocio-e-a-questao-ambiental-no-brasil

 

Texto 4

agronegocioii

Fonte: http://arvoresertecnologico.tumblr.com/post/128572494532/n%C3%A3o-sou-contra-o-agroneg%C3%B3cio-sou-contra-o

 

 

 

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