Título da redação:

Defluência dos contemporâneos

Tema de redação: O acesso à produção cultural em questão no Brasil

Redação enviada em 29/09/2017

No decorrer do século XX, ascende, no Brasil, o movimento literário Modernismo, caracterizado por criticar as ilegalidades da Ditadura Militar. Em meio a essa época conturbada, escritores como Clarice Lispector e Guimarães Rosa auxiliaram a denunciar os males vivenciados pela massa, entretanto, essas reflexões foram restringidas à elite. Nesse sentido, embora, atualmente, haja um sistema democrático, urge-se conquistar as reivindicações solicitadas há anos, tal como a acessibilidade à cultura. A princípio, sabe-se que o Estado é responsável pela garantia da hegemonia na oferta de conhecimento. Consoante à Constituição Federal de 1988 e seus princípios isonômicos, as autoridades têm o compromisso de disponibilizar serviços culturais para o entretenimento e aprendizagem da população de forma irrestrita. Ou seja, construir-se-á uma comunidade menos ignorante, mais participativa e de expressiva mão de obra qualificada, o que também induzirá num avanço nacional econômico e socioeducativo. Portanto, é preciso se aliar aos conceitos de Confúcio, renomado filósofo chinês, os quais inferem estar a cultura acima da diferença da condição financeira. Outrossim, sem haver investimentos no âmbito artístico ou histórico, os cidadãos estarão, a longo prazo, desmotivados a lutar pelo bem-estar do país. Ao analisar sob o prisma do pensador asiático, vê-se que outras intempéries excludentes - racismo, homofobia, intolerância religiosa - seriam extintas. Isto é, os centros educativos têm o poder de transformar um meio individualista e caótico em solidário e harmônico, haja vista que construirão valores essenciais à formação de uma nação. Dessa forma, a fim de perpetuar as ideias de Kant, como o indivíduo é o que a educação faz dele, as ONGs deveriam disponibilizar aulas de teatro, pintura e musicas nas favelas para enaltecer e informar a classe marginalizada. Em vista disso, é crucial que, celeremente, o saber esteja democratizado no território. Logo, cabe ao Ministério da Educação e Cultura criar aplicativos que instruam as pessoas sobre os locais relevantes à sapiência, assim como adotar de aulas de visitas a esses lugares, com o fito de facilitar o usufruto da memória coletiva e instigar os jovens. Dessarte, faz-se necessário gerar, nos dias de hoje, seres modernistas, com o intuito de discutir e selecionar a discrepância da utilização da arte.