Título da redação:

Cultura para poucos

Tema de redação: O acesso à produção cultural em questão no Brasil

Redação enviada em 08/08/2017

Desde as civilizações mais antigas, como a Grécia, o homem valoriza o conhecimento e as artes, mas é perceptível que o acesso a tais elementos da cultura nunca fora para todos. Na referida época da história, quem detinha o conhecimento eram os mesmos que monopolizavam o poder. O trabalho era para os servos e as artes para as classes do mais alto escalão, para os donos das terras. Nos dias atuais, de acordo com a Unesco (2015), 70% dos brasileiros nunca assistiram a um espetáculo de dança e o preço de um livro não é compatível com o salário que se paga as classes C, D e E. No que se refere ao acesso à cultura e as artes, nota-se grande semelhança do Brasil contemporâneo com as civilizações antigas, por diversos motivos. As gerações não têm sido devidamente apresentadas à leitura, ao cinema, ao teatro, aos museus, etc. Aprende-se “Artes” na escola, mas de forma distante e que faz pouco sentido aos alunos. Na prática, poucas escolas promovem passeios a museus, teatros, cinema, biblioteca, entre outros, o que aumentaria o interesse dos alunos para a cultura em geral. Além da falta de interesse de muitos brasileiros, mas não por culpa deles, existe a falta de acesso à cultura. Falta dinheiro para que se pense em comprar livros, ou para que se frequente o cinema, o teatro ou museus. No que se refere às bibliotecas públicas, apesar de existirem muitas, na maioria das vezes estão defasadas, sem muitas novidades para atrair os leitores, que acabam precisando comprar os livros de seu interesse. O Ministério da Cultura, ao criar o Vale Cultura para trabalhadores, ofereceu incentivo a empresas que oferecessem o benefício, contudo, a medida não alcança grande parcela da população. Para resolver a questão, uma lei deveria ser criada, determinando que as empresas aderissem ao oferecimento do benefício, em troca de incentivos, e ainda que todos os órgãos públicos fizessem o mesmo. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com empresas de cinemas, teatros, museus, bibliotecas e livrarias, por exemplo, por meio das escolas, poderia apresentar um ensino de artes mais dinâmico aos alunos, com descontos e visitas técnicas de acordo com o conteúdo estudado. A cultura, quando apresentada a criança e amadurecida com os anos, não deixará de fazer parte da vida desta pessoa, além de contribuir com seu desenvolvimento pessoal e em comunidade.