Título da Redação: A REALIDADE POR TRÁS DE UM BISTURI

Proposta: Humanização no Atendimento à Saúde.

Redação enviada há mais de 2 anos por Angélica Silva


No ano de 1904, a chamada Revolta da Vacina evidenciou uma população temerosa que, sem esclarecimentos sobre a vacina obrigatória, protagonizou um levante popular. Contudo, além de ser um acontecimento triste da história brasileira evidencia que, desde aquela época, a total falta de comunicação entre paciente e médico. Neste contexto, pode –se afirmar que, apesar do avanço na medicina, o comportamento de muitos profissionais da saúde deixa a desejar. Porém, juntamente a isso, a falta de infraestrutura hospitalar dificulta o ambiente do profissional.
Em primeiro plano, deve-se admitir que, muitos profissionais da saúde estão mais preocupados com o crescimento financeiro do que com o bem estar dos pacientes. Com isso, erros médicos provocados pelo cansaço e destratamento com o enfermo são reflexos dessa ambição desmedida. A título de exemplo, o médico oncologista Farid Fata submeteu pacientes sem câncer a quimioterapia, as motivações do médico eram claramente econômicas. À vista disso, quem se torna mais prejudicado é a população. A famosa frase de Albert Einstein “A ciência não tem sentido senão quando serve aos interesses da humanidade” se aplica bem ao contexto, pois a medicina que deveria servir apenas para o bem, se revela um instrumento de desrespeito ao próximo.
Além disso, a saúde pública sofre com a insuficiência de recursos. O governo não remunera o profissional da saúde como merece, não lhes dá boas condições de trabalho, e tudo isso reflete no atendimento à saúde. É válido destacar também que, atualmente, tem se preocupado mais com a quantidade de vagas nas universidades do que com a qualidade do curso, visto os inúmeros casos de maus profissionais atuando. Diante de tudo isso, o mais prejudicado nessa história é o cidadão, pois não se trata apenas de pessoas em seus estados normais, mais sim de pessoas fragilizadas, então é indispensável que o conforto e a qualidade de vida sejam tidos como prioridade.
Fica claro, portanto, que apesar do avanço tecnológico na área médica, existe a carência do profissional compromissado com o bem estar psicológico do paciente e a falta de um serviço básico de saúde pública. Desse modo, é necessário que as instituições de ensino incrementassem na grade disciplinar matérias de cunho psicológico e social para o aluno. O governo deve investir na boa qualificação profissional e na melhoria das condições de trabalho, ou seja, construir melhores hospitais e comprar melhores equipamentos.

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Comentários enviados

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    Enviado por Wesley Nascimento

    Boa tarde! Como vai? Tenho alguns comentários ao seu texto: (i) atenção ao emprego da vírgula; (ii) o exemplo do oncologista, no segundo parágrafo, deve ser melhor explicitado. Não ficou claro porque ele 'lucraria' submetendo pacientes sem câncer à quimioterapia; (iii) talvez a medicina, propriamente dita, não se tornou um instrumento de desrespeito, mas as pessoas, usando essa ciência, sim, o que é diferentemente, porque dessa forma a ciência, sem a 'mão' do homem, ou seja, o fim que ela dá, é isenta de culpa; (iv) no penúltimo parágrafo, no meio deste, há uma referência deslocada à questão de vagas de medicina em universidades, pois não havia um contexto muito claro para isso, e se havia, deveria ter sido iniciado outro parágrafo, pois é uma questão que merece mais destaque. Essa pincelada deixou a questão muito superficial, porque não se estabelece uma relação mais clara entre o descaso do médico para com o paciente e o número de vagas para o curso; (v) na intervenção, bem no finalzinho, diz-se que o governo deve investir na qualificação profissional, mas em seguida só se dá exemplos de intervenções quanto a melhorias no trabalho.

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