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Proposta: "Escola Sem Partido" e os rumos da educação no Brasil

Redação enviada há mais de 2 anos por Júlia Lopes


Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, sendo esta fundamental na formação crítica do indivíduo. Contradizendo este pensamento, foi criado o projeto de lei Escola Sem Partido, que limita a liberdade de expressão do professor durante as aulas. Com ideias de generalização, a proposta não cumpre seu ideal de 100% apartidarismo.
Primeiramente, a proposta expõe forte estereótipo em relação ao ensino dos professores e à absorção de informações pelos alunos. De acordo com o criador do projeto Miguel Nagib, em uma entrevista para a revista Profissão Mestre, os professores são doutrinadores e impõem pensamentos políticos sobre os estudantes, que são imaturos, inexperientes e manipulados ideologicamente por seus mentores. Tal ideia é extremamente genérica, já que inúmeros jovens possuem opiniões politicas desenvolvidas, não apenas por discussões em sala de aula, mas também fruto de pesquisas, estudos, meios de comunicação e conhecimento adquiridos durante sua vivência. Além disso, é de extrema importância que os professores e alunos expressem seus pontos de vista para que haja debates e assim auxílio na elaboração de seus pensamentos críticos.
Outrossim, no projeto de lei criado por Nagib, bem como em suas entrevistas, é notório a predominância de ideias de contraposição à esquerda politica e contradições em seu pensamento. O coordenador afirma que a maioria dos professores apoia a esquerda política e são doutrinadores, estando contra a proposta, sendo notório que Nagib tem preferencia pela direita, o que mostra antítese com o próprio nome do programa, Escola Sem Partido. Também, é incoerente o fato da liberdade de expressão do professor ser garantida, mas simultaneamente limitada, buscando sempre a imparcialidade nos assuntos abordados, o que comumente é impossível.
Portanto, o projeto de lei Escola Sem Partido traria inúmeros malefícios para professores e alunos, já que os primeiros não teriam liberdade de se expressarem em determinados assuntos e os segundos não desenvolveriam opiniões e posições. Dessa forma, escola, pais e alunos devem se informar sobre o programa e conhecerem sua realidade, através de revistas, sites e entrevistas, além de debates em sala de aula, compreendendo os diversos prejuízos causados pela sua aprovação. Ademais, manifestações contra o outorgamento da lei são necessárias, organizadas e constituídas por professores, pais e alunos, através de redes sociais e passeatas. Assim, tal lei não seria sancionada, o que impediria a execução de um projeto com finalidade de calar a educação brasileira, escondendo os problemas do país e formando indivíduos sem senso crítico e conhecimento para contestarem.

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