Título da Redação: Fetiche supérfluo

Proposta: A ostentação e o consumismo.

Redação enviada há mais de 2 anos por Thom


Roupas “de marca”, relógio importado, tênis “de mil”. São inúmeros os exemplos de que, na atualidade, ostentar está na moda. Mesmo fazendo parte de um país com inúmeras desigualdades sociais, inúmeros brasileiros – muitas vezes pobres – “esnobam” no âmbito do consumismo. Nesse sentido, é importante, não só compreender os motivos que levam essas pessoas a terem tal comportamento, como também promover a reflexão sobre esse verdadeiro paradoxo.
Em um primeiro plano, é necessário considerar que vivemos em um “mundo” capitalista. Nessa dinâmica, o ato de consumir é demasiadamente exaltado, pois é a venda e compra de serviços e mercadorias que o sustenta. As mídias, como canais de televisão ou redes sociais na internet, colaboram nesse processo ao serem plataformas que comportam milhares de anúncios e que, consequentemente, influenciam outras milhares de pessoas. Nesse sentido, fica evidente o que Karl Marx chamou de “fetichismo da mercadoria”: no sistema capitalista, um produto qualquer é apresentado com características que vão além do que ele realmente é; um relógio, por exemplo, não é comercializado como um simples objeto que registra a passagem do tempo, mas sim como algo que incorpora ao seu usuário status, transformando-o em um ser mais importante.
Observa-se, pois, que muitas pessoas acabam, em uma atitude pouco reflexiva, incorporando tal fantasia em suas vidas, estas que são, muitas vezes, precárias em termos socioeconômicos. O funk carioca é um ótimo exemplo que ilustra essa situação. Muitas vezes com letras que exaltam a ostentação, esse estilo musical é cultivado por milhares de pessoas e representa uma cultura que eleva o “ter”, em detrimento do “ser”. Tendo em vista isso, muitos jovens que vivem em periferias, por exemplo, não excitam em gastar trezentos reais em uma camiseta “de marca”, mesmo que isso represente boa parte de sua renda.
A ostentação e o consumismo na sociedade brasileira, portanto, deve ser refletido pela população. Participar do sistema capitalista e realizar seus desejos pessoais por meio da compra é perfeitamente aceitável. No entanto, elevar o ato de consumir como ideologia é uma postura que configura alienação, ainda mais no caso de pessoas com poucos recursos financeiros. É fundamental, desse modo, que o governo atribua uma importância maior – reservando mais aulas – à disciplina de sociologia na grade escolar brasileira, principalmente em relação aos temas que abordam o consumismo. Não obstante, também é necessário que a sociedade como um todo reflita mais sobre o assunto, pois apenas através de questionamentos será possível concluir que a ostentação não agrega valor à vida de ninguém, e só beneficia aqueles que a promovem.

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