Título da Redação: Consumismo e ostentação, liberdade?

Proposta: A ostentação e o consumismo.

Redação enviada há cerca de 3 anos por Letra b


O livro Mentes Consumistas, da psiquiatra e escritora Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, faz uma séria reflexão a respeito do notório consumo exacerbado praticado por uma significativa parcela da população. Essa banalização da aquisição de produtos, sobretudo os de grife, é fomentada pela crescente preocupação dos jovens em sentir-se inclusos num certo padrão social. Nesse sentido é coerente questionar se não é um tipo de opressão praticada pelas grandes empresas e a mídia o fato de ditar o que é ideal para o meio civil.
É significativo avaliar: os jovens das periferias das cidades estão cada vez mais figurando entre os que mais consomem roupas e acessórios de alto valor agregado. Os números não mentem. Segundo o instituto de pesquisa Data Popular, esses consumidores da Classe C tem um poder de compra de 129,2 bilhões, superando os de A,B e D somados. Não é tão difícil, no entanto, entender essa tendência em comprar produtos de marca quando observa-se as letras dos funks ostentação e a constante presença midiática. Estão apenas reproduzindo o que lhes é imposto. Assim, estagna-se, infelizmente, a ideia de comprar no âmbito de encaixar-se nos padrões do grupo social ao qual pertence ou mesmo quer fazer parte.
Soma-se a esse panorama, a fútil valorização das marcas diante da real qualidade do produto. Segundo o conceito de indústria cultural, de Theodor Adorno, há um presente controle da massa sobre o que deve ou não ser adquirido. Pensar que pouco importa para um consumidor, por exemplo, um celular da Apple está, na verdade, sendo fabricado pela Foxconn- empresa acusada inúmeras vezes pelo uso do trabalho escravo- traduz a famigerada doutrina alicerçada no culto à assinatura das empresas conceituadas. Dessa forma, o cidadão contribui, involuntariamente, para a subtração de seu senso crítico.
Relativamente a essa problemática, urge, por conseguinte, a efetiva intervenção por parte das autoridades instituídas em controlar a forma como as ofertas industriais devem ser divulgados. Convém ainda, promover fervorosamente a reeducação da população, sobretudo os jovens, estimulando, inicialmente, a elaboração de panfletos e cartazes com manuais básicos de como consumir prudentemente. É necessário coibir para libertar.

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