Título da Redação: Liberdade religiosa versus discriminação.

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há quase 3 anos por Ana Gutterres


Alguns países orientais ainda vivem em meio a uma realidade na qual as religiões são impostas pelo Estado, como é o caso da Árabia Saudita, na qual há perseguições e até mesmo torturas e mortes de pessoas que seguem outro posicionamento religioso que não seja o oficial. O Brasil, país ocidental, democrático por direito e laico, vive uma realidade muito diferente dessa, a Constituição garante aos cidadãos total liberdade religiosa. Entretanto, ainda existe uma discriminação por parte da sociedade contra indivíduos de algumas crenças, influenciando até mesmo o cenário político brasileiro. Isso mostra que há uma intolerância religiosa ainda vigente.
Essa problemática apresenta como uma de suas causas a própria história brasileira. Até a década de 60 do século XX, as religiões de origem africana sofriam duras perseguições, sendo consideradas por alguns católicos do período como uma religião ligada a práticas demoníacas, exercidas pelos escravos. Entretanto, ainda nos dias atuais essas crenças passam por discriminação, como pode-se evidenciar com o lamentável caso de uma menina de 11 anos que, após sair de um culto de candomblé acompanhada de mais oito pessoas, foi atingida na cabeça por uma pedra. A avó da vítima, que exerce a posição de mãe-de-santo, relatou aos jornais que os dois agressores insultaram o grupo e ainda contou que não foi a primeira vez em que ela e sua neta sofreram com a intolerância de alguns devido suas posições religiosas. Isso mostra que mesmo em pleno século XXI, em meio a tantos avanços, há ainda um retrocesso na sociedade em aceitar o diferente, principalmente quando se tratando de religião.
Ademais, apesar do Brasil ser um país laico - Estado e Igreja são distintos - as religiões ainda influenciam muito na política. Uma matéria realizada pela revista "Veja" apontou que mais da metade dos brasileiros não votariam para o cargo de Presidência da República em um candidato declarado ateu. A justificativa esta relacionada a uma concepção errônea de que os ateus não possuem valores morais ou sociais, e ainda a um pensamento de que ateísmo estaria condicionado ao comunismo. Evidencia-se assim que a intolerância religiosa se sobrepõe até mesmo nos meios políticos. Além disso, deve-se ressaltar que órgãos públicos não devem apresentar em suas estruturas símbolos religiosos, como o crucifixo por exemplo, pois dessa forma o Estado não estaria sendo neutro, como é estipulado pela própria Constituição Federal.
Portanto, diante do exposto, faz-se necessário uma intervenção estatal por meio da garantia de que as leis sejam devidamente aplicadas, condenando aqueles que praticarem ações preconceituosas e discriminatórias contra qualquer pessoa devido sua posição religiosa, além de garantir que o Estado seja neutro, não apresentando qualquer símbolo religioso em estruturas públicas, como prefeituras por exemplo. À sociedade fica o dever de promover campanhas juntamente com as mídias, estimulando a tolerância da população diante de todas as crenças, e ainda junto com as escolas promover disciplinas aos alunos para que desde pequenos aprendam que devem aceitar as pessoas independente de seus posicionamentos religiosos. Cabendo, ainda, ao cidadão a conscientização de que a discriminação religiosa é crime e deve ser denunciada. Assim, a problemática tende a diminuir no país.

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