Título da Redação: As ramificações da Carta de Caminha

Proposta: A intolerância religiosa no Brasil

Redação enviada há cerca de 3 anos por Deivson Macedo


A carta de Pero Vaz de Caminha, escrita em 1500, descreve diversos aspectos do modo de vida dos povos indígenas aqui encontrados. Entre esses aspectos, as crenças são fatores de evidência da intolerância religiosa dos portugueses, que julga os índios como impuros, degenerados e incapazes de pensar. Após meio milênio, tal exemplo — que talvez seja a gênese da austeridade religiosa no Brasil — encontra-se ramificado nas mais diversas situações do cotidiano da população tupiniquim, configurando um verdadeiro cenário de perseguições, violência e negação.
A consciência humana é regida sobre o plano real e o metafísico. No primeiro concentra-se aquilo palpável e compreensível, enquanto no segundo agrupa-se o incompreensível e distante das explicações da ciência. Nesse contexto, a religião surge como um possível objeto de explicação ao metafísico, estabelecendo assim distintas formas de desvendá-lo. Convergindo os fatores supracitados à incansável busca pelo poder e o sectarismo intrínseco ao homem obtêm-se a intolerância religiosa como consequência. Dessa forma, as perseguições e a violência entre os diferentes credos são evidências do descontrole psicológico dos indivíduos que a mantém, na qual a elevação da própria crença à título hegemônico é o objetivo declarado.
Os desdobramentos desse pensamento austero aparece no território brasileiro com mais frequência do que se imagina, seja de forma sutil ou com exacerbada violência. À exemplo têm-se: os feriados nacionais, o ensino cristão em diversas escolas públicas, os violentos ataques aos terreiros de Candomblé e Umbanda ou até mesmo o julgamento dos ateus como impuros, desprovidos de generosidade e compaixão — que se não fosse a morte, imaginar-se-ia um ato de Caminha.
Percebe-se, portanto, que a intolerância religiosa é fruto de vários fatores que se complementam, configurando-se, sobretudo, como um meio de erradicar crenças e obter poder. Para contornar essa situação, é preciso que o Estado cumpra as leis de laicidade e liberdade religiosa, fiscalizando as ocorrências e punindo os responsáveis. Ademais, as instituições de educação juntamente com a família devem desenvolver ambientes de integração entre os diversos credos, estabelecendo reuniões e discussões que fomentem o respeito mútuo. Desse modo, as ramificações da carta de caminha serão cortadas, ficando apenas nos livros de história.

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