Título da Redação: Psicofobia: o preconceito da falta de informação

Proposta: A importância de se discutir doenças mentais na contemporaneidade

Redação enviada há 11 meses por Lorrany Alves


Na contemporaneidade um dos grandes tabus que permeia a sociedade brasileira é a problemática a cerca da importância de debater sobre as doenças mentais. Esse fato reproduz uma realidade distorcida, daquilo que é desconhecido, visto que a falta de informações leva ao preconceito. Desse modo, esse é um dos desafios que deve ser visto como uma questão de saúde pública, e não como aversão, medo e descaso, o que leva a um retardo no acesso ao atendimento psiquiátrico adequado, ao reconhecimento dessa patologia e o suporte necessário para inclusão social.
Em primeira análise, cabe pontuar que as doenças mentais são um tema muito relevante, entretanto, de extrema invisibilidade, tanto pela falta de políticas públicas, quanto pela grande mídia e sociedade. Outro ponto a ser visto é a depressão que cresce no mundo, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil tem a maior prevalência da América Latina, a doença afeta 4,4% da população mundial e 5,8% dos brasileiros. Tais dados mostram a importância de uma abordagem mais enérgica e séria sobre a temática, uma vez que a difusão do conhecimento e discussão sobre o assunto trará menos preconceito e sofrimento psíquico social, além disso, quando há uma compreensão a cerca de tal fenômeno do adoecer psíquico, ampliando para além de uma patologia é possível quebrar tabus, integrar e incluir de forma humanitária e igualitária esses indivíduos na coletividade.
Somando a isso, um fator histórico e cultural que contribui para instigar a psicofobia (preconceito contra as pessoas que têm transtornos e deficiências mentais) é o manicômio, que se traduz pela maior forma de manifestação de exclusão, controle e violência contra o sofrimento mental. Assim, mesmo com passar dos anos o ciclo de intolerância continua, uma vez que escassez de investimento em infraestrutura e profissionais especializados ainda é insuficiente, o que gera mais danos aos indivíduos, uma vez que o diagnóstico e o acompanhamento correto acabam sendo retardado, podendo levar a riscos e consequências mais graves como a morte do indivíduo. Desse modo, a discussão sobre o assunto é de suma importância para quebrar barreiras culturais de estigmas sociais em torno da saúde mental.
Portanto, a partir do aprimoramento a cerca da importância da conscientização para o cerceamento da estigmatização e maiores investimentos estatais no que diz respeito à qualidade na assistência a saúde mental, será possível notar melhoria no respeito às doenças mentais. Sendo assim, cabem aos Governantes, por meio de seus gestores em educação e saúde, criar projetos que visem maiores informações e que instigue os debates a cerca de problemas psíquicos, englobando desde os menos instruídos até os que habitam os espaços de produção do saber, posto que o conhecimento tem como premissa o acesso à informação. Ademais, investimentos em profissionais especializados e preparados para o enfrentamento do problema e fundamental, haja vista que a partir de locais e pessoas que garantam o tratamento adequado ao indivíduo, será possível ter uma vida normal respeitando seus limites e suas diferenças.

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