Tema de redação
A crescente crise da mobilidade urbana brasileira

Textos motivadores

Texto 1

A relação entre os moradores da cidade de São Paulo e o automóvel ainda é extremamente forte e o deslocamento por este tipo de veículo é, e deve continuar sendo, a principal forma que seus cidadãos encontraram de exercer o direito de ir e vir. Essa é a conclusão a que chegamos após analisar as pesquisas divulgadas sobre a política de mobilidade adotada pelo poder municipal e nos ajuda a entender os rumos da ocupação da cidade.

Passados mais de três meses da inauguração da ciclovia da Avenida Paulista e dos estudos e discussões sobre a abertura de vias da cidade aos pedestres, pesquisa sobre Mobilidade Urbana feita pelo IBOPE a pedido da Rede Nossa São Paulo e da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) mostra que o porcentual de pessoas favoráveis às ciclovias caiu de 87% em 2014, para 59% em 2015. Apesar da queda considerável, é importante ressaltar que mais da metade dos entrevistados continua sendo favorável às ciclovias e ciclofaixas.

imagem transito

A Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), por sua vez, mostra que o número de ciclistas que utiliza a ciclovia da Avenida Paulista mais que dobrou, passando de 977 em 2014, para 2.112 em 2015. Este aumento pode ser atribuído ao fato de as pessoas se sentirem mais seguras para utilizar as vias cicláveis da cidade quando a infraestrutura possibilita o uso da bicicleta.

Segundo a pesquisa realizada pelo IBOPE, a lotação nos ônibus da cidade de São Paulo aumentou de 36% em 2014, para 59% este ano, o que pode ser um reflexo do aumento na quantidade e na frequência de pessoas que passaram a utilizar o transporte público, considerando que houve uma redução no uso do automóvel. Dentre os pesquisados que utilizam o carro como meio de transporte, todos ou quase todos os dias em seus deslocamentos, houve uma redução de 11% no uso do veículo. Caiu de 56% em 2014, para 45% em 2015.

A baixa qualidade dos serviços prestados pelas empresas de ônibus e a falta de infraestrutura dos transportes sobre rodas na cidade e das vias cicláveis pode ser uma das justificativas para que os cidadãos ainda não tenham optado por outras formas de deslocamento, seja por ônibus ou mesmo por bicicletas. Isto porque cerca de 90% dos entrevistados pelo IBOPE se mostraram favoráveis à construção e ampliação de corredores e faixas exclusivas de ônibus. Chama atenção ainda outro dado da pesquisa: 83% dos entrevistados deixariam de utilizar o automóvel com certeza e/ou provavelmente caso houvesse uma alternativa de transporte público que estivesse de acordo com as suas expectativas. […]

Disponível em http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/pegada-sustentavel/2015/10/19/os-desafios-da-mobilidade-urbana-na-cidade-de-sao-paulo/

 

Texto 2

Não é novidade para ninguém que conseguir trafegar pelas ruas e avenidas de Campinas se tornou um calvário hoje em dia, mas projeções mostram um cenário futuro ainda mais preocupante para a cidade, que poderá entrar em colapso em até oito anos, caso não sejam adotadas medidas eficientes para destravar o enorme fluxo de veículos que transitam diariamente na metrópole.
 Considerando a quantidade de ruas, avenidas e vielas na área urbana e o constante aumento da frota, estariam faltando aproximadamente 284 mil veículos para “travar” todos os acessos da cidade. As autoridades apostam em um plano emergencial em pontos críticos para tentar desafogar as vias e reduzir o caos. Para especialistas, a cultura sobre a mobilidade urbana deve ser revista.
[…]
O bombeiro Edson Barbosa, de 40 anos, sabe bem o que é ficar travado no trânsito todos os dias. Há dez anos, ele faz o mesmo percurso de Hortolândia, onde mora, até o Centro de Campinas, e inevitavelmente utiliza a Avenida Lix da Cunha. De acordo com a Emdec, a via é a que apresenta maior volume diário médio de Campinas, com um fluxo de 84 mil veículos, e trava, literalmente, no início da manhã e fim de tarde. “Gasto mais de 30 minutos do trevo da Bosch até a Estação Cultura. Um trecho que, no final de semana, não leva cinco minutos”, apontou o bombeiro, que percebe um aumento maior de veículos nos últimos três anos.
Já as obras dos corredores do BRT (Bus Rapid Transit) , sistema de ônibus rápidos e com alta capacidade de passageiros —, que estavam previstas para começarem em 2014, ficaram para este ano. Os corredores deverão atender uma população de cerca de 300 mil pessoas que vive nos eixos Centro-Campo Grande e Centro-Ouro Verde. Essa é uma obra que o governo municipal aposta para dar maior fluidez no trânsito.
[…]
“Para isso, é preciso mais e melhores transportes públicos nas ruas. Também é necessário iniciativas políticas que reduzam a procura pela compra desenfreada de carros. Teremos que pensar em alternativas rapidamente, como, por exemplo, mais estacionamentos gratuitos na região central e mais transporte público em mais localidades”, avalia.
A pesquisadora, também especialista em planejamento urbano saudável, afirma que o aumento da frota tem impactado diretamente na saúde da população. “Deveria haver normas mais rígidas para que os carros saíssem das fábricas com aspectos mais ecologicamente corretos. E, no mesmo compasso, deveríamos usar transportes saudáveis e sustentáveis, como a bicicleta. Não é uma matemática impossível de calcular, basta todos os setores da sociedade pensarem juntos e tomarem a iniciativa de mudar a questão de mobilidade nos grandes centros.”
Disponível em http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/01/capa/campinas_e_rmc/232851-transito-esta-a-beira-do-colapso-e-correio-risco-de-travar-em-8-anos.html

Texto 3

imagem transito II

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