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Proposta: A crescente crise da mobilidade urbana brasileira

Redação enviada há mais de 1 ano por Júlia Namie


A necessidade do deslocamento sempre esteve presente na história da humanidade. No século XVIII, a busca pela mobilidade nas recentes cidades industriais fez com que o alemão Karl Benz construísse o primeiro carro. Ao analisar a evolução da civilização brasileira, nota-se que os carros, mais modernos, dominaram as cidades e contribuíram para o surgimento de um problema preocupante: a crise da mobilidade urbana. Dessa forma, medidas são necessárias para resolver o impasse, que persiste, seja pela negligência estatal, seja pela influência histórica.
Em uma primeira abordagem, é preciso ressaltar que a baixa presença do Estado é uma das principais causas do problema. De acordo com o iluminista John Locke, o Estado tem dever de garantir os direitos de todos os cidadãos. No entanto, nota-se que, no Brasil, há uma transgressão a essa proposição, visto que, embora a mobilidade urbana seja um direito previsto na Constituição, a falta de investimentos do governo no setor de transportes públicos -ônibus e metrôs- e a precária fiscalização de empresas particulares, fazem com que a população que necessita se deslocar fique desamparada. Com isso, o que ocorre é que os cidadãos não têm seus direitos garantidos e as cidades estão mergulhando em um caos da dificuldade de deslocamento. Aliás, os dados da Agência Nacional de Transportes, os quais mostram que o Brasil está 50 anos atrasado com investimentos na rede de transporte, certamente evidencia a questão. Logo, a ação das autoridades governamentais é uma necessidade.
Outrossim, destaca=se a influência histórica de consumo de carros como impulsionadora da problemática. Segundo o escritor George Orwell, a sociedade atual se caracteriza pelas mídias que detêm todo o controle sobre a masa Tendo isso em vista, percebe-se que a mídia brasileira, desde a década de 50- época em que Juscelino Kubistchek priorizou os automóveis-, incentivou e controlou o consumo de carros, com propagandas voltadas a esse meio. Como consequência, o número desse modal cresceu de forma alarmante nas cidades brasileiras, contribuindo para a crise da mobilidade. Isso pode ser exemplificado com os dados do IBGE, os quais mostram que no Brasil existe 1 carro para cada habitante. Dessa maneira, é preciso que a mídia seja usada de maneira positiva, com o objetivo de mostrar para a população a necessidade de reduzir o consumo.
Fica claro, portanto, que o Brasil enfrenta o preocupante problema da mobilidade urbana e é de grande importância a resolução. Nesse sentido, o Poder Executivo, por meio da maior disponibilidade de verba ao setor de transporte, deve permitir que os transportes públicos tenham a infraestrutura necessária para atender a toda população, com o fito de evitar o acúmulo de apenas um modal e, assim, garantir o fluxo de deslocamento nas cidades de forma adequada. Ademais, o Ministério dos Transportes, em parceria com os canais midiáticos, por intermédio das redes televisivas e sociais, deve utilizar a própria mídia, com a finalidade de produzir propagandas de alerta para os cidadãos , de modo a alertá-los acerca do problema vindo com o consumo desnecessário de automóvel e, dessarte, fazer com que a sociedade do consumo não prejudique a mobilidade. Desse jeito, o Brasil poderá assegurar a devida mobilidade urbana para a sua população.

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