Título da Redação: Só vou se for de camarote!

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há mais de 1 ano por usuário anônimo.


A segregação do espaço físico, a fim de promover uma exclusividade para as pessoas do topo da pirâmide social, como escolas, hospitais e transportes privados, refere-se ao processo de “camarotização”. Este, aliado à crescente desigualdade social, fere a democracia, ou seja, não há oportunidade para que os setores públicos possam ser comuns a todos. Sendo assim, a melhoria de tais setores é o caminho para se voltar a ter uma sociedade unida e respeitosa.
Camarote é o termo usado para se referir a um local privilegiado, como em shows, em que se pode ter acesso às melhores bebidas, banheiros e comidas, por exemplo, a um preço mais alto, é claro. Muito difundido em músicas do gênero ostentação, a palavra reforça a ideia de que desfrutar do melhor é algo único daqueles com poder aquisitivo maior. Tal conceito é facilmente visto quando, nos carentes hospitais públicos, observa-se a infinita fila de espera, enquanto outros pagam por uma confortável consulta.
Entretanto, é um erro pensar que os “camarotes” sociais são contemporâneos, uma vez que, nas cidades, há muito tempo, pode-se observar a existência de uma área periférica, habitada pelos mais pobres, e uma central, habitada pelos mais ricos. Para se ter uma ideia, no período modernista do Brasil, já se falava em segregação nacional, pois somente a limitada região Sudeste se industrializava, enquanto o resto do país se estagnava.
Diante de tais problemas, é necessário que haja uma melhoria dos setores públicos, para que sejam bons e satisfatórios a todos. Ademais, a população deve reconhecer a importância do convívio entre as classes, para que se tenha uma troca de experiências e se cresça como sociedade miscigenada em todos os aspectos.


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