Título da Redação: Segregação de classes: ameaça à coesão social

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há cerca de 3 anos por João Victor Damasceno


Nos últimos anos, com os preparativos para a Copa do Mundo de 2014, evidenciou-se, no Brasil, a modernização dos estádios de futebol, bem como a ampliação das áreas de camarote. Esses espaços, por possuírem um preço de ingresso maior, reúnem pessoas com maior estabilidade econômica. Tal situação é uma metonímia da intensificação da segregação de classes, que o Brasil está, infelizmente, sofrendo.
Essa realidade é um problema, pois acentua a luta de classes teorizada por Karl Marx, colocando “em xeque” a harmonia da sociedade. É notório, então, que houve, nos últimos anos, um crescimento do que é chamado pela Sociologia de Enclave Fortificado, que é um espaço que possui acessibilidade restrita às pessoas mais ricas, como uma escola particular ou um condomínio fechado. Esses lugares surgiram como uma tentativa de autossegregação das classes média e alta, a fim de evitar o contato com pessoas menos abastadas.
Dessa forma, é possível perceber o preconceito que existe em relação às camadas populares, já que muitas pessoas, influenciadas pelo pensamento determinista de que “o homem é o produto do meio”, são levadas a crer que todo morador da favela é um marginal. Porém, infelizmente, essa visão errônea encontra algum respaldo, pois, a situação de miséria social leva, frequentemente, o indivíduo a cometer furtos para se sustentar, bem como desequilibra-o psicologicamente, estimulando-o a cometer crimes. Assim, as famílias mais ricas, motivadas pelo medo, excluem-se de tais pessoas.
Assim sendo, percebe-se que a segregação das classes compromete a “coesão social” almejada pelos positivistas, devendo, portanto, ser combatida. Assim, é dever das escolas particulares e estaduais promoverem intercâmbios entre seus alunos, intensificando, assim, o convívio entre pessoas de diferentes origens. Ademais, cabe às ONG’s proverem mutirões de ajuda aos necessitados, de forma que os mais estabilizados tenham contato com aqueles mais carentes. E, por fim, é função do estado lutar para reduzir as diferenças econômicas, objetivando, também, o fim da violência, que acarretará a um decrescimento do preconceito com relação aos menos abastados.

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