Título da Redação: Segregação capital

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há quase 3 anos por usuário anônimo.


A sociedade brasileira se distancia, quer dizer, as pessoas que a compõem estão se tornando cada vez mais seletivas. De uma área VIP na balada até um estilo de conta bancária diferente dos comuns, o fato é, com a consolidação do capitalismo a “camarotização” da sociedade é alarmante.
Afinal, o que é “camarotização”? Basicamente, a segregação de pessoas normais de pessoas abastadas, seja ela em um teatro, estádio de futebol e quiçá em um futuro próximo nos supermercados. Essa separação é medida pelo lastro do capital, quem pode mais é quase um aristocrático e quem pode menos continua tendo menos.
Com a visão capitalista dos países desenvolvidos se tornando hegemônica perante os países emergentes – com foco no Brasil – os serviços que eram assegurados pelo Estado pertenciam a todos. Ricos e pobres partilhavam uma mesma educação, todavia, perante o consumismo crescente e a onda da “particularização” dos serviços, o que antes era partilhado com todos, agora é partilhado apenas com os menos influentes, gerando nos mais abastados um espírito de superioridade.
A “camarotização” só foi possível com a consolidação do capitalismo como sistema único. No Brasil, essa predominância do capitalismo se deu pela enfatização do Estado em construir consumidores e não cidadãos, os espaços públicos deixaram de ser praças, teatros, escolas e passaram a ser shoppings e centros comerciais.
A democracia se decompõem ao presenciar essa segregação capital, afinal, ela propõe um compartilhamento comum sem diferenciação, como disse Abraham Lincoln “a democracia é o governo do povo, pelo o povo para povo” e não para uma classe abastada ou menos abastada.
A aldeia social brasileira deve rever seus conceitos de moral. As classes sociais vão sempre existir, entretanto, diferenciar pessoas pelo capital é tão preconceituoso como distinguir pela cor, credo ou etnia. O Estado deve pôr como pauta primeira de seu governo a criação de uma população cidadã, construir espaços de compartilhamento comum, como praças, parques e centros de convenção, além de atuar junto as escolas tanto públicas como particulares, como educadores sociais eficazes, desconstruindo o paradigma de segregar é melhor do que agregar. A “camarotização” exclui, a comunhão ajunta, e só assim poderemos ter uma sociedade formada por brasileiros, pelos brasileiros e para os brasileiros.

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