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Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há quase 2 anos por fnstrk


A ideia do carnaval, em que há seperação entre o camarote e a pista, está estendendo-se para o cotidiano. A "camarotização" segrega, além das classes sociais, o respeito da democracia e, principalmente, o homem da capacidade de se relacionar, na sua forma plena, com o outro.
Enraizada na história, a sociedade brasileira está separada socialmente desde a época da escravidão, quando negros eram categorizados por teorias que os inferiorizavam e separavam dos brancos. Mesmo após 13 de Maio de 1888, em que, teoricamente, a nação tão miscigenada como a brasileira tornou-se igualitária, continuou com preconceito e a "camarotização" velada. Inclusive, ainda existem "regras" que determinam, de acordo com a condição financeira, quem deve frequentar certos lugares. No caso do "rolezinho", ocorrido na cidade de São Paulo, se a escolha não tivesse sido um dos shoppings mais luxuosos do país, não chamaria tanta atenção da mídia. Isto prova que, por mais que tenha existido um avanço de uma grande parte da Classe D para Classe C, não existiu a imersão social em um grupo que, desde a colonização, sempre foi "privilegiado".
Em uma das sociedades mais desiguais do planeta, como o Brasil, o sistema brasileiro de castas separa, principalmente, as crianças de terem um contato com outras classes sociais e econômicas que não seja apenas por trás do vidro do carro. Principalmente no meio escolar, segunda instituição e grupo social que é frequentado depois do nascimento, em que as escolas particulares se tornaram um "casulo" de uma sociedade que não representa a do país. O meio particular de ensino tornou-se lugar para preparar alunos para competir por vagas em universidades públicas, separando-os novamente de uma classe menos privilegiada, que, muitas vezes, tem que se submeter a programas de estudo para cursar faculdades particulares. A alteridade esvai-se em uma sociedade tão misturada como a brasileira, mas tão separada socialmente que faz colocar em cheque se, realmente, existe um conceito de nação no país canarinho.
A camarotização separa os próprios brasileiros deles mesmo. A democracia deixa seu conceito de lado em um país que é preciso pagar para garantir, de alguma maneira, maior segurança ou alguma melhoria em um bém que era, teoricamente, tido como público. As consequências da segregação social aparecem, principalmente, em uma sociedade que não sabe se comunicar com ela mesma.


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Comentários enviados

  • Correção Gratuita
    Enviado por Ana Karine Macedo Silva

    Olá estudante! Você precisa melhorar na coesão do seu texto, estude sobre mecanismos coesivos. Você tem uma ampla visão sobre o tema e uma argumentação consistente. Você não apresentou proposta de intervenção, nela você deve propor possíveis soluções para o problema abordado e quais seriam os responsáveis por viabilizá-las. Continue estudando, se você conseguir melhorar nesses dois pontos vai ficar fácil conseguir um 1000. Um abraço e até mais!

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