Título da Redação: "O rico cada vez fica mais rico, e o pobre cada vez fica mais pobre"

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há mais de 2 anos por Sorriso


Desde a colonização, a diferença entre ricos e pobres ficou cada vez mais nítida. Com os novos governos, a separação baseada na renda de cada indivíduo foi estimulada, como o caso das Eleições da Mandioca, em que só poderiam ser eleitos os cidadãos com mais de mil alqueires de plantação. Dessa forma, esse problema é arrastado até os dias de hoje, mesmo sendo usado termos diferentes, como “camarotização” da sociedade por meio de áreas VIPS, atendimento privilegiado e segregação em todos os âmbitos.
Com a urbanização e europeização das cidades no fim do século XIX na Belle Époque, houve a derrubada de muitas casas pobres, e seus moradores foram obrigados a se mudarem para as periferias das zonas urbanas, caracterizando cortiços e mais tarde, favelas. Assim, a segregação financeira agregou também a espacial e os abonados e abastados foram colocados em lados opostos. A situação piorou com o passar dos anos, pois os ricos ficavam cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres, como evidenciado pela composição de Rogério Gaspar e Wesley Rangel.
Além disso, mais tarde, com o fim da Guerra Fria e a vitória do capitalismo, o dinheiro passou a dominar a vida das pessoas e o consumismo, a invadir os lares, onde os princípios de “ser” foram substituídos por “ter”. A indústria, se aproveitando disso, construiu lugares com áreas VIPS e reservadas para quem tivesse status social. Muitos restaurantes possuem espaço privilegiado para os mais ricos e ambientes menos requintados para quem não tivesse uma boa condição financeira, contribuindo para a segregação da comunidade. Essa separação atingiu também a educação e saúde acarretando uma piora dos serviços públicos para quem não dispusesse de dinheiro.
Ademais, muitas lojas passaram a ter atendimento privilegiado, com o uso de cartões dourados que representam a importância que o cliente mais abonado tem para o estabelecimento. Esse segregacionismo é levado também para os demais âmbitos sociais, como jogos de futebol e shows que já possuem ingresso e espaços nobres, onde as pessoas dispõem de privilégios pagando bem mais caro que o restante. Isso sucumbe a democracia, pois o governo deveria permitir que os indivíduos tivessem as mesmas chances sociais, e deveria limitar essa “camarotização” por meio de programas que integrasse as diferentes classes.
Portanto, fica evidente que cada vez mais a sociedade torna-se escrava da própria renda e a segregação leva indivíduos de uma mesma sociedade a viverem realidades muito distintas. Seria necessário, para tanto, que o governo disponibilizasse as mesmas chances para seus cidadãos, como uma educação e saúde padronizadas e independentes de situação financeira. É preciso também, que a mídia por meio de propagandas, mostre a importância de voltar a ressaltar o “ser” em detrimento do “ter”. É imprescindível que ONGs façam palestras em escolas e faculdades, mostrando a realidade do país e incentivando desde cedo, o desejo de diminuir essa diferença a fim de que os cidadãos tenham acesso aos mesmos lugares sem serem rechaçados pela “camarotização” que vos é imposta.

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