Título da Redação: O novo Apartheid

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há quase 3 anos por Kamila Lunaro


Na sociedade brasileira sempre houve desigualdades sociais. No entanto, essa distância entre classes está cada vez mais tênue e maior. Pobres e ricos comem, estudam, trabalham e se divertem em lugares diferentes. Deste modo pode-se dizer que estamos vivendo uma nova espécie de Apartheid, cuja a única diferença entre o ocorrido na África é o alvo da segregação: os pobres.
Na época do Apartheid sul-africano os negros eram expressamente proibidos por lei de frequentarem os mesmos lugares que os brancos. Analogamente a isso, no Brasil atual, os pobres não são proibidos explicitamente de entrarem em locais predominados pelas classes mais privilegiadas. Porém, quando o fazem são repreendidos, a exemplo os "rolezinhos" protagonizados por jovens da periferia buscando divertir-se em shoppings.
O fato é que, as pessoas estão cada dia mais preconceituosas, hipócritas e segregadas. Dessa forma, quem perde é a sociedade como um todo, pois há um aumento nas injustiças sociais e são deixadas de trocar importantes experiências de vida. Logo, é preciso acabar com esse problema, uma vez que ele só tende a piorar.
Portanto, para essa realidade não continuar se perpetuando, cabe ao governo reaproximar a população. Isso pode ser feito através de leis que obriguem as escolas particulares a oferecerem bolsas integrais para jovens desfavorecidos, bem como, melhorar significativamente a qualidade das escolas públicas, visando entre outras coisas, estimular a migração de alunos de colégios privados. Outrossim, é imprescindível a criação de boas áreas públicas de lazer, e de eventos culturais gratuitos.


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Comentários enviados

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    Enviado por Ariana Lobo

    O candidato faz excelente uso escrita formal da língua, bem como do tipo dissertativo-argumentativo. O texto é, em geral, bem construído, faltando apenas referências externas (como notícias, fatos, opiniões, acontecimentos, etc) que enriquecessem a argumentação ao mesmo tempo em que corroborassem e comprovassem o que é defendido. A interdisciplinaridade também é um recurso positivo que poderia ter sido explorado. Isso agrega valor à argumentação e demonstra repertório sociocultural produtivo por parte do candidato. A proposta de intervenção diz o que deve ser feito, mas não diz quem deve fazer, tampouco como deve ser feito. É importante pensar no processo de funcionamento da proposta de intervenção escolhida, respondendo as seguintes perguntas: o que precisa ser feito para resolver o problema em questão? Quem deve fazer? Como deve ser feito?

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