Título da Redação: O Espartaquismo às avessas da Modernidade

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há cerca de 2 anos por Lovecraft


Atualmente, no Brasil, vive-se um período de agravamento das diferenças econômicas e sociais. Os setores mais ricos da sociedade buscam se distanciar cada vez mais do proletariado. Tal quadro foi corroborado por Thomas Piketty, eminente economista, ao apontar que, no país, o 1% mais rico detém 27% de toda a renda.
Primeiramente, deve ser enfatizado que a segregação social é um problema cujas raízes são históricas: ao invés de solucionar a marginalização da população, gerada pelo passado de escravidão, procurou-se omitir sua existência. Um exemplo é a Revolta da Chibata, ocorrida no início do século XX, no Rio de Janeiro, na qual marinheiros, oficiais de baixo escalão da marinha (geralmente negros) exigiram melhores condições de trabalho. O governo do Rio de Janeiro procurou resolver o conflito com o menor alarde possível, para não assustar os investidores estrangeiros, além de que muitos direitos prometidos não foram cumpridos.
Nesse viés, deve-se considerar também que o Brasil é um país em desenvolvimento e, como tal, possui uma forte concentração de renda, vista em países do BRICS, e segregação urbana, como visto nas favelas. O destino dos atuais recursos nacionais é fator decisivo na diminuição desses problemas.
Ademais, também há o fato de que, em um mundo capitalista que promove o individualismo, é extremamente difícil mobilizar toda a população rumo à igualdade social. A concentração de renda, por sua vez, enfraquece a democracia, à medida que políticos dos setores sociais mais favorecidos, por contar com melhor infraestrutura (podem investir mais na campanha), têm maiores chances de alcançarem o sucesso na candidatura.
Em suma, a “camarotização” da sociedade ataca o cerne da nação brasileira. Para solucioná-la, deve haver melhoria dos serviços públicos (que serão usados por ricos e pobres, como os banhos termais da Antiguidade romana), crescimento de políticas sociais e fortalecimento de leis trabalhistas (prevenindo exploração), promovidos pelo poder estadual e federal. Deve ser instituído o imposto sobre grandes fortunas (segundo Amir Khair, ele poderia gerar até 100 bilhões por ano), o qual, ao mesmo tempo que neutraliza a disparidade social, angaria recursos para as ações mencionadas

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