Título da Redação: Liberalismo para uns, restrição para outros

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há cerca de 3 anos por Julio Sousa


Em pleno século XXI, é possível se deparar, no Brasil, com uma questão que há tempo já foi mais evoluída: a privatização e a supervalorização do espaço público. Este fenômeno é conhecido atualmente por "camarotização", o qual evidencia algumas fragilidades da sociedade brasileira. Dentre as quais se destacam o distanciamento cada vez maior das classes sociais e a banalização da democracia.
Até pelo menos meados do século passado, era possível se observar, principalmente nos eventos de lazer, uma uniformidade maior entre as pessoas de diferentes níveis sociais, que habitavam os mesmos ambientes. Nos estádios de futebol e no carnaval, por exemplo, tornava-se praticamente impossível a diferenciação entre ricos e pobres, demonstrando certa igualdade, mesmo que momentânea. Fato parecido a este ocorreu nos primórdios da democracia durante o apogeu de Roma, em que patrícios e plebeus desfrutavam dos mesmos benefícios, apesar de suas diferenças sociais e de status.
A supremacia das escolas particulares em relação às públicas é mais uma das formas dessa "camarotização, deixando uma discrepância muito grande de educação escolar entre os alunos que carecem do suporte estudantil e o que têm a possibilidade de pagar por um bom ensino. O resultado disso são faculdades quase que totalmente preenchidas por aqueles que são beneficiados desde a infância, apenas por terem tido a sorte de nascerem em famílias privilegiadas socialmente. Este é o motivo pelo qual a maioria das universidades públicas estabelecem até metade de suas vagas aos estudantes oriundos do ensino médio em colégios públicos.
A corrupção brasileira é o principal motivo para esse problema continuar, pois, sendo o Brasil um país que adota o liberalismo econômico, há um entrelace dos órgãos públicos e as maiores empresas privadas. Tal interligação faz com que muitos representantes populares e estabelecimentos particulares se ajudem mutuamente, demosntrando que apenas o investimento maciço nos bens comuns a todos será capaz de mudar essa situação.


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Comentários enviados

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    Enviado por Ariana Lobo

    O candidato demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua, bem como do tipo dissertativo-argumentativo. O texto é, em geral, bem construído. É preciso, entretanto, salientar alguns pontos que precisam de atenção. No primeiro parágrafo, o candidato faz uma introdução do tema que além de muito colada à coletânea, se mostra um pouco confusa. O problema é apresentado como “privatização e a supervalorização do espaço público”, mas não é isso que está em pauta. Não é a privatização do espaço público (embora isso também faça parte do problema) que os textos motivadores apontam, mas a segregação da sociedade (em diferentes âmbitos, sendo eles públicos ou privados) por classe social e poder de compra. Além disso, o que quer dizer a expressão “supervalorização do espaço público”? O que essa expressão significa dentro da proposta do texto? Observe que na ausência da leitura prévia dos textos motivadores a introdução da redação se torna vaga, carente de explicações. Diz-se que há no Brasil atualmente uma questão que já foi mais evoluída. Evoluída em relação a que? A concepção de evolução nesse contexto é algo que deve ser relativizado. Veja: Em se pensando em progresso comercial, no aumento do poder de compra de algumas classes sociais ou em um modelo de mundo estritamente capitalista, a “camarotização” foi sim uma evolução. É um retrogresso se pensarmos em uma sociedade igualitária, solidária e justa. Ainda no primeiro parágrafo o candidato aponta como consequência da camarotização a exposição de algumas fragilidades da sociedade brasileira. Não há desenvolvimento dessa ideia que aparece como central no texto. O candidato aponta somente a diferenciação de classes e a “banalização da democracia”. Essa expressão, por sua vez, semelhante à “Supervalorização do espaço público” se torna confusa dentro da proposta do texto. Os dois parágrafos seguintes se mostram muito colados à coletânea, uma reprodução dela. O candidato utiliza os mesmos exemplos expostos na coletânea (estádios e escola), e apenas “extrapola” os textos motivadores quando faz uma breve comparação com a sociedade romana e quando introduz a questão das faculdades e das cotas na discussão. Esse é um ponto interessante de se tocar no tema em questão, a consequência da segregação escolar na vida universitária, poderia ter sido mais desdobrado. O último parágrafo aponta a corrupção como motivo para a continuação do problema, sem contudo explicar porque, e sem explicar também a ligação na relação apontada entre a corrupção e o liberalismo econômico. Por fim o candidato faz uma proposta de intervenção que se mostra vaga: “o investimento maciço nos bens comuns a todos”. Por que tal investimento resolveria o problema? Como isso seria feito? Por quais meios? É importante pensar no processo de funcionamento da proposta de intervenção escolhida. Ademais, é interessante que o candidato pense na estrutura do texto como um todo orgânico, no qual todas as partes se relacionam entre si, pois algumas vezes o texto parece uma colagem de partes fragmentadas.

  • Enviado por Fah Chagas

    Boa explanação da temática! No entanto, achei que deixou à desejar na apresentação de uma intervenção profícua. Mas o caminho é esse... Muita prática e erros também, p/ o alcance do êxito. Parabéns Igor :)

  • Enviado por Igor Castro

    Obrigado a todos pelos elogios e críticas. Realmente pequei no vocabulário e na conclusão... Wanessa Gonçalves, verdade que ficou senso comum esse começo. Só não concordo com a parte das vírgulas terem sido desnecessárias no começo do texto, elas inclusive são obrigatórias da forma que coloquei. Vírgulas de deslocamento de locução adverbial.

  • Enviado por Wanessa Gonçalves

    Teve uso desnecessário de vírgulas no início do texto, o que acarretou em perda do sentido. Começar a redação com a frase: Em pleno século XXI, acho que fica muito senso comum. Achei também que acabou se perdendo um pouco no final e não concluiu o texto. :)

  • Enviado por Ingrid Dayse

    gostei muito do título e da introdução. Acho muito bom os exemplos que você citou, mas foram muitos, poderiam ter sido menos porém mais detalhados. Achei a conclusão um muito vaga, pois você usou muitos exemplos e começou a conclusão falando de corrupção. Percebo que você quis demonstrar na redação seus conhecimentos de vários assuntos, mas foque em algo, para que a redação não fique muito vaga e no fundo sem conteúdo.

  • Enviado por Anne Lima

    Muito bom o texto, mas tem algumas palavras como "pobre" que desvaloriza seu vocabulario, achei sua conclusao muito senso comum, faltou a proposta do tipo " o que fazer?" E " como fazer?". Vc nao respondeu essas perguntas na conclusão. sua introducao ta otima, vc definiu bem o tema.

  • Enviado por Eliane França

    O texto é ótimo, bem articulado, mas do fim do D1 e no D2, há certo distaciamento do tema, por ex, no D2 a frase central não é citada. Tbm não há proposta de intervenção social , o que é essecial quando trata-se de Enem.

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