Título da Redação: Infortunada Herança

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há cerca de 3 anos por Davi Álefe


De acordo com a observação cotidiana e dados advindos de órgãos responsáveis por análises estatísticas de indicadores sociais, é possível observar-se exponencial aumento na segregação de estratos sociais e desigualdade de distribuição de renda no decorrer do tempo, condições expressas principalmente pelo índice de Gini. A condição supracitada reflete consequências em todos os aspectos da vida humana, como os relativos a saneamento básico, saúde, infraestrutura e educação, com índices de máxima alarmância em países subdesenvolvidos, particularmente em ex-colônias, sobretudo as latino-americanas. Apesar do complexo e intricado sistema de consequências, a causa essencial desse expressivo problema é histórico-cultural.
A independência dos países latino-americanos foi marcada por influências de suas metrópoles europeias, o que eventualmente dificultou a criação de uma identidade nacional e a noção de nação como propriedade do povo, ou seja, todas as camadas sociais. O mais destacado exemplo para brasileiros é o fato de a independência do Brasil ter sido proclamada por um monarca português, após o estabelecimento de toda a corte portuguesa nesse país e a ocupação dos cargos públicos proeminentes por membros da aristocracia portuguesa. Pode-se citar igualmente o fato de a maior parte dos líderes políticos e econômicos de regiões brasileiras subdesenvolvidas socialmente, como determinadas regiões nordestinas e o vale da Jequitinhonha, entre outros, serem descendentes de senhores de engenhos e líderes das capitanias hereditárias. O referido cenário histórico criou um ambiente propício ao aumento da distribuição desigual de renda, uma vez que a maior parte da população brasileira é descendente de africanos - comumente escravizados no Brasil, ocupando a base da pirâmide social no mencionado cenário histórico. A supra-aludida situação criou verdadeira aristocracia, que perdura e se fortalece no tempo.
Uma vez que a raiz do mencionado problema é histórica-cultural, a solução a longo prazo com máxima probabilidade de eficiência se encontra na educação, especialmente a fundamental e secundária, que objetiva primariamente ceder um instrumental analítico que possibilite o pleno exercício de cidadania, situação que repercute, conforme o observado teórica e empiricamente, em desenvolvimento social. Como solução a curto prazo, buscando-se minimizar os efeitos devastadores da desigualdade social, entre muitas alternativas, é válido citar a criação de organizações sem fins lucrativos, cujo mecanismo baseia-se na valorização de capital e posterior distribuição de lucros à propriedade pública, como alguns institutos, fundações e ONG's - entidades essencialmente capitalistas, portanto, detentoras da capacidade de existência no atual sistema econômico. Entretanto, é inegável que o processo de busca aos ideais iluministas, em especial da liberdade, igualdade e fraternidade, requer tempo, além de um agente ativador de busca de soluções como as anteriormente mencionadas.


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Comentários enviados

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    Enviado por Ariana Lobo

    A linguagem demasiadamente rebuscada cansa o leitor e torna o texto confuso. A argumentação do texto é um aglomerado de informações sem detalhamento. Importante observar que menos é mais, pois a necessidade de mostrar um vocabulário vasto e o conhecimento em diferentes áreas acaba por tornar o texto cansativo e confuso. Atenção à abordagem do tema, que deve estar em primeiro plano sempre (a contextualização histórica do problema, apesar de pertinente e bem construída, ocupa mais espaço que a abordagem do tema de fato). A proposta de intervenção é confusa: como que a criação das organizações sem fins lucrativos trabalharia de modo a valorizar e distribuir o capital? Quem as criaria? De que modo?

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