Título da Redação: Holocausto capitalista

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há cerca de 3 anos por Samuel Araújo


Durante os últimos séculos, a democracia foi a objeção humana mais pretendida pelas classes sociais menos favorecidas. A realidade da segregação vem sendo contrastada pelo direito de igualdade desde o Holocausto, praticado pelos nazistas entre as grandes guerras mundiais, até o Apartheid, durante a década de 1990 na África do Sul. No Brasil, o episódio mais realístico e perturbador dessa realidade foi a escravidão (separação entre os brancos ricos e os negros escravos). A Lei Áurea aboliu-a, mas hoje, a ideia de segregação vem ganhando uma nova conotação.
A constante expansão do capitalismo moderno junto com o apogeu da globalização fez surgir um fenômeno que chamamos de “segregação monetária”. Ou seja, aquele possui um maior poder aquisitivo tem mais chances de ter uma boa qualidade de vida, e aquele que não tem, já sabemos como será futuro. As conduções de vida das classes sociais são determinadas, simplesmente, pelo dinheiro que possuem. A pirâmide social, ao longo do tempo, que já foi injusta, parece que está se tornando cada vez pior.
Segundo pesquisas recentes, o Brasil, considerado um país emergente, recolhe mais impostos do que um país bastante desenvolvido com a Suécia. Mas mesmo assim, nossa nação continua sendo uma das mais desiguais do mundo. Então, essa separação entre quem tem ou não dinheiro, acaba se contrastando com o papel do Estado de regulamentação dessas desigualdades e a manutenção da almejada democracia. É dever do dele manter uma sociedade no qual, independentemente das condições possuem, seus indivíduos consigam viver dignamente e distantes desses fenômenos de separação social. Uma melhor administração pública, junto com uma distribuição de renda menos desigual e a garantia e a manutenção dos direitos básicos de sobrevivência, acabariam, no Brasil e em qualquer lugar do mundo, com esses “apartheids modernos”.
Portanto, embora cada vez mais estejamos sujeitos e sob influência de culturas estrangeiras totalmente capitalistas e segregacionistas, devemos ignorá-las e cobrar um Estado cada vez mais participativo. Com isso, podemos deixar de lado os camarotes nos estádios, vivenciar uma sociedade igualitária e aproveitar o verdadeiro sentido de ir ao jogo de futebol: exterminar as diferenças e celebrar a igualdade.


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Comentários enviados

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    Enviado por Ariana Lobo

    O candidato demonstra excelente domínio da modalidade escrita padrão da língua brasileira, bem como do tipo textual dissertativo-argumentativo. O texto é muito bem construído e articulado. A argumentação é muito consistente. Atenção, entretanto, à proposta de intervenção vaga. Sugere-se que o governo trabalhe em prol da manutenção da democracia, mas não se explica como isso aconteceria. Sugere-se que os indivíduos cobrem a intervenção do governo, mas não se descreve que tipo de ações poderiam ser tomadas para a resolução do problema. Ademais, o candidato deve evitar o uso da primeira pessoa em textos formais, o que gera aproximação.

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