Título da Redação: Elitização Social

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há mais de 2 anos por Bia Silva


Desde os primeiros grupos de indivíduos a estratificação da sociedade era presente. Os privilégios para poucos e hierarquização na sociedade evidenciou-se bastante na da Alta Idade Média, em que o que se difere da sociedade contemporânea é a mobilidade social. Após o renascimento comercial e o advento do capitalismo, a sociedade passou a valorizar ainda mais a riqueza, e as diferenças se elevaram.
A Revolução Industrial e a transformação dos sistemas econômicos contribuíram para que as questões sobre a desigualdade social fossem melhor visualizadas, discutidas e percebidas. A distinção de classes fica mais evidente após a criação de alas VIPs, sejam em festas populares, estádios de futebol ou até mesmo em aeroportos, em que as pessoas que possuem mais dinheiro, fiquem separadas das mais pobres. A segregação para espaços exclusivos para marcar o poder e a superioridade, esse é o fenômeno da camarotização, a separação físicas das classes sociais.
Vivemos em um novo Apartheid social, não necessariamente racial, mas econômico. Uma das causas é o desaparecimento do convívio entre pessoas de classes distintas. A educação no Brasil é um tema bastante abordado e é apontado como um fator que rege as diferenças. A qualidade do ensino público é inferior a qualidade do ensino particular, a criança pobre já cresce sabendo que ela é diferente por não poder ter os mesmos benefícios de uma criança que nasceu em uma família de classe alta. O Brasil é um país democrático, porém, a democracia é uma realidade figurada, não sai totalmente dos papeis. Os direitos são para todos, sem distinção e separação, mas não é o que se vivencia.
Além dessa enorme diferença entre as classes, as camarotização revela-se no poder do consumo, na ostentação e no parecer. A criação de um modelo de sociedade do espetáculo, a venda da imagem. A rede social ajuda nessa nova tendência cultura. As pessoas além de ter, possuir bens materiais que as destacam, precisam mostrar. O valor na imagem, o exibicionismo maior que o possuir, maior até mesmo que o ser. Tudo isso para exibir a superioridade. Todas essas características demonstram a elitização dos espaços, a necessidade de estar à frente do outro para fim de se tornar melhor, ou apenas se mostrar melhor. Esse é o fruto da revolução da indústria da cultura, o valor no nome e na estampa.
Diante dos fatos expostos, fica ilustrado a realidade social, é importante mencionar ainda que a democracia é sinônimo da harmonia. Então é necessário que a própria sociedade perceba o papel que cada um representa para a conduta satisfatória e igualitária entre as classes. Além de maiores investimentos na educação, formação e capacitação que podem vir tanto do Estado quanto da própria iniciativa social.



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