Título da Redação: Catalogação econômica das pessoas: uma distinção "sem classe"

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há mais de 2 anos por Flávia Rodrigues


A relevância da globalização, decorrente da massificação do sistema capitalista, é vasta em referência ao estímulo de um modelo social segregado, visto que a legitimação de bens, dinheiro e acúmulo impede a aproximação das classes. Embora a imediação física entre as pessoas pudesse fortalecer a integração delas, seus diferentes estilos de vida - estruturado pelas devidas bases econômicas - concretizam, culturalmente, um abismo em que a classe dominante "assiste" aos desprovidos financeiramente.
Considerando os “enclaves fortificados”, a privatização do ensino e os elevados preços para o acesso a espaços e recursos como exemplos da lacuna existente entre as camadas sociais, observa-se, então, a ilustração real do que Foucault descrevia como “paranóptico social”: uma forma de poder disciplinar em que a classe preponderante consegue manter-se sobreposta através da catalogação dos indivíduos – observados nos próprios ambientes de socialização –, e, consequentemente, sujeitos ao domínio. Assim, a diferenciação de ambientes para convivência, via status, contribui para a permanência de um sistema elitista.
É pertinente validar que o modelo capitalista permite a mobilidade social através do trabalho e da escolarização, todavia, assim como a democracia, não garante que o alcance de tal direito ocorrerá sob as mesmas condições para todos os cidadãos. Afinal, o fato de cada indivíduo ser criado com oportunidades distintas para uma boa educação diminui a probabilidade de que possuam estilos de vida equivalentes. Logo, somente a democracia não é capaz de garantir igualdade social.
Partindo das ideias expressas, entende-se que a estratificação existente na sociedade é fruto do estigma em favor da abonação dos indivíduos. Portanto, é necessária a organização da política nacional para a qualificação dos recursos e ambientes públicos, como os transportes coletivos, atraindo todas as classes para usufruto e socialização total dos brasileiros.


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