Título da Redação: A polarização das classes sociais no Brasil

Proposta: A “Camarotização” da sociedade brasileira: a segregação das classes sociais e a democracia

Redação enviada há cerca de 3 anos por Claudio Santos


As pirâmides sociais fizeram parte da humanidade e eram bastante notáveis em períodos da história como as Idades Média e Antiga. Atualmente, apesar de a realidade não ser a mesma, ainda destaca-se a prevalência de diferenciações nas sociedades, principalmente no que tange ao aspecto econômico. Essa realidade tem sido facilmente percebida nos grandes centros urbanos graças à difusão do fenômeno da “camarotização”, que é responsável pelo isolamento geográfico daqueles que possuem distintas condições de vida.
No Brasil, essas desigualdades são facilmente identificadas a partir da análise dos indicadores que tratam da distribuição de riquezas entre as famílias. Enquanto a maioria absoluta da população detém a menor parcela da renda nacional, a minoria é possuidora da maior parcela do capital. Esse contexto implica na existência de contrastes sociais aparentes, os quais perpassam o espaço geográfico e influenciam diretamente a vida das comunidades.
Condomínios fechados, espaços VIPs, ambientes voltados para o entretenimento de grupos com poder aquisitivo elevado, escolas diferenciadas, espaços de lazer privados e residências “bem localizadas” são cada vez mais comuns nas cidades brasileiras. Essas são as alternativas adotadas por aqueles que integram as classes média e alta e visam o afastamento da periferia como solução para problemas como, por exemplo, a criminalidade.
Por sua vez, o crescimento de morros e favelas e a ocupação de espaços públicos considerados “privilegiados”, como é o caso do recente fenômeno de apropriação dos shoppings centers por jovens, em sua maioria de origem periférica – intitulado pela mídia de “rolezinhos” –, denota a ausência de políticas públicas de criação e valorização de espaços destinados ao lazer e ao entretenimento em comunidades pobres. Além disso, menciona-se a presença da violência, em oposição à calmaria dos condomínios fechados, a qual também tem sido outro fator de segregação sócioespacial no território brasileiro.
Assim, programas do governo como o “Bolsa Família” e o sistema de cotas sociais para ingresso nas universidades federais devem ser expandidos, a fim de fornecer possibilidades de ascensão educacional e econômica aos indivíduos provenientes de famílias pobres. Ademais, o poder público deve ainda investir na ampliação das escolas em tempo integral, na implementação do programa “Segundo tempo” para todas as instituições públicas de ensino e na reforma e construção de praças e complexos artísticos e esportivos em comunidades, de modo a fornecer alternativas de lazer entretenimento à população carente. Somente com investimentos pesados nas áreas de educação, moradia, lazer, esporte e infraestrutura das comunidades periféricas o paradigma das “camarotização” da sociedade brasileira e a segregação das classes sociais poderão serão minimizados.


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Comentários enviados

  • Correção Gratuita
    Enviado por Ariana Lobo

    O candidato demonstra excelente domínio da língua padrão, bem como do tipo textual dissertativo-argumentativo. Ótima introdução, que faz um breve percurso histórico para situar o problema abordado. Os argumentos são consistentes e extrapolam a coletânea de textos motivadores, abordando assuntos que demonstram um conhecimento de mundo abrangente, como os "rolezinhos" e os programas sociais do governo federal, como o Bolsa família. O texto é um todo orgânico, o qual todas as partes se interligam. A proposta de intervenção é válida e exequível, observar apenas que é mais interessante citar duas ou três propostas detalhadas e bem explicadas, do que enumerar cinco ou seis apenas citadas. Seria interessante também variar os agentes, não colocando apenas nas mãos do governo a responsabilidade de resolução do problema. O que a sociedade pode fazer? O que os indivíduos podem fazer para resolver o problema? Quais outros agentes seriam úteis no processo?

  • Enviado por Luize Santos

    A tese foi excepcionalmente defendida em todo o texto no entanto,ele é muito longo. Faço uma ressalva em ''o crescimento de morros '' porque essa expressão é inexistente .

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