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A partir da década de 90, com a popularização da internet e dos computadores, o comportamento e as relações sociais sofreram grandes mudanças, o e-mail substituiu as cartas, e o bate-papo virtual possibilitou a comunicação entre pessoas das mais variadas localizações. Posteriormente, com a criação de redes sociais, como o Facebook, Twitter, Instagram, etc., e com os dispositivos móveis, como smartphones, tablets e notebooks, houve uma nova revolução na área da comunicação, e a tecnologia passou a monopolizar a atenção das pessoas.
Graças à linguagem virtual atraente, à infinidade de aplicativos disponíveis e à facilidade de manipulação, o celular, principalmente, passou a acompanhar as pessoas a todas as partes, ninguém sai de casa sem antes consultar suas mensagens, o trânsito, o tempo, a conta-corrente, e assim ao longo do dia, o celular fica ao alcance da mão o tempo todo, olhar para a tela em busca de novidades tornou-se uma espécie de tique nervoso.

Seja no ônibus, no trabalho, na sala de aula, no banco, na rua, as pessoas parecem absortas, com os olhos fixos na tela e os dedos nervosos a digitar mensagens o mais rápido possível, enquanto o mundo corre em sua volta. A comunicação mudou, a última febre é o Whatsapp, aplicativo que permite a troca de mensagens, em que usuários batem papo e compartilham arquivos, fotos e áudios. No mundo virtual a comunicação se espalha numa velocidade vertiginosa e atinge proporções inimagináveis, da noite para o dia um vídeo ou uma mensagem nas redes podem superar milhões de visualizações.
E esse turbilhão de distrações acabou tomando conta das relações familiares também. Recentemente a Revista Crescer publicou uma matéria sobre a interferência da tecnologia nas relações familiares, em que divulgava os dados de uma pesquisa realizada com 1.521 crianças de 6 a 12 anos pela Highlights, uma revista infantil norte-americana, que revelou que 62% das crianças reclamam que os pais estão distraídos demais para ouvi-las. E os celulares são os principais responsáveis por isso.
E os filhos reproduzem o comportamento dos pais, crianças que ainda não aprenderam a falar já deslizam os dedinhos pela tela explorando os aparelhos, as crianças de 5 a 10 anos utilizam os aparelhos principalmente para jogar, e os adolescentes para trocar mensagens e navegar pela rede. Com a violência tomando conta das ruas, muitos pais preferem os filhos na internet, esquecendo-se dos perigos da pedofilia na rede, o ciberbullying, e ultimamente, de jogos e desafios que colocam em risco a integridade física dos usuários, como o baleia azul e o jogo da asfixia forçada.
Enfim, a tecnologia monopolizou de tal maneira nossa atenção, que nem mesmo à hora da refeição as pessoas largam os aparelhos, ignorando aqueles que estão ao seu lado. Esse tipo interferência afasta os membros da família e até mesmo os casais, juntos sob um mesmo teto, mas isolados por opção.
É certo que não podemos viver à margem da tecnologia, mas devemos buscar o equilíbrio, aproveitar as facilidades que nos proporciona sem nos tornarmos dependentes dela. A tecnologia não pode ser um subterfúgio, uma fuga da realidade.
A família é a base na qual nos desenvolvemos para integrar-nos à sociedade de forma saudável. E a base de qualquer relacionamento é a comunicação, mas para comunicar-se é preciso saber ouvir. No âmbito de comportamento e costumes surte mais efeito o exemplo e a reflexão que os preceitos e as regras, por isso, a mudança de atitude deve começar em casa, pelo exemplo dos pais, e deve se estender à escola e à sociedade, como tema de discussão e reflexão.


Comentário em texto


Olá estudante! Parabéns, você escreve muito bem! Tem um ótimo projeto textual e argumentativo, fez uma boa abordagem do tema demonstrando repertório sociocultural produtivo. No entanto, você precisa treinar a concisão, você escreveu 39 linhas digitadas, na prova do Enem você terá apenas 30 linhas manuscritas. Faça seu projeto textual reduzindo alguns argumentos ou falando sobre eles de forma mais concisa. Continue estudando, conte sempre conosco, um abraço e até mais!

Marcações

Correção no modelo ENEM


Competência Nota Comentário

Competência 1

Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.

200 Demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita serão aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizem reincidência.

Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

160 Desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão.

Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

200 Apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, em defesa de um ponto de vista.

Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

200 Articula bem as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.

Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

200 Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Nota total 960