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7 regras de concordância nominal para não errar na redação

Quem está se preparando para o Enem já sabe que redigir textos, semanalmente, é muito importante para garantir uma boa nota na redação. Por isso, entender algumas regras de concordância nominal é muito importante para garantir uma produção escrita digna de nota 1000.

Afinal, a primeira competência que a avalia a redação do Enem cobra o domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa. Então, evitar erros de concordância é mais do que fundamental.

E, como esse é um dos erros mais cometidos pelos estudantes, hoje preparamos um post com 7 regras de concordância nominal para você tirar todas as suas dúvidas. Vamos lá?

O que é concordância nominal?

A concordância nominal é a relação entre o nome (substantivo) e seus modificadores (pronome, artigo, adjetivo, numeral) quanto ao gênero (feminino ou masculino) e número (plural ou singular).

Dessa forma, quando falamos sobre “as meninas” devemos concordar com o gênero feminino e o plural, por exemplo: 

As meninas estudiosas entraram na universidade.”

Então, para ficar mais evidente como colocar isso em prática, a seguir vamos falar mais sobre 7 regras de concordância nominal. 

Primeira regra

A primeira regra de concordância nominal estabelece que o adjetivo sempre deve concordar em gênero e número quando se referir a um único substantivo.

Veja os exemplos:

Dessa forma, nos exemplos acima os adjetivos “sujos”, “estudiosa” e “dedicado” concordam com os substantivos “sapatos”, “menina” e “funcionário”, respectivamente.

Segunda regra

Já a segunda regra de concordância nominal ocorre quando o adjetivo se referir a mais de um substantivo e pode acontecer de quatro formas, sendo elas:

a) Quando o adjetivo estiver anteposto ao substantivo, ele deve concordar em gênero e número com o substantivo mais próximo

Confira:

Nesses casos, os adjetivos “jogadas”, “jogados” e “jogado” estão concordando com os substantivos mais próximos a eles, que são “roupas”, “sapatos” e “vestido”, respectivamente. 

b) Quando os substantivos indicarem nomes próprios ou algum parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural

Veja os exemplos: 

Nos casos acima, o adjetivo “divertidas” está concordando com os nomes próprios “Carla e Aline” e o adjetivo “cativantes” com o parentesco “primos e primas”.

c) Quando o adjetivo estiver posposto ao substantivo, ele deve concordar com o substantivo mais próximo ou com todos eles

Confira:

Nos dois primeiros exemplos, o adjetivo “maravilhoso” está concordando com o substantivo mais próximo e, no último exemplo, está concordando com ambos.

Vale lembrar que quando houver substantivo masculino e feminino, você deve concordar usando o gênero masculino no plural.

d) Quando os substantivos estiverem no mesmo gênero, o adjetivo pode ficar no singular ou no plural

Veja a seguir:

Ou seja, nos exemplos acima os substantivos “atendimento” e “ensino” estão no gênero masculino e o adjetivo “diferenciado” aparece no singular, no primeiro caso e, no plural, no segundo caso.

Terceira regra

A terceira das regras de concordância nominal determina que, em expressões formadas pelo verbo ser + adjetivo, o adjetivo deve concordar com o substantivo se este for modificado por um artigo ou qualquer outro determinativo.

Veja:

Bom, no primeiro caso o substantivo “água” concorda com o adjetivo “bom” por não existir nenhum artigo. Mas, no segundo caso, o artigo “a” antes do substantivo “água” faz com que a concordância certa com o adjetivo seja “boa”. Lembrando do verbo “ser” que conecta essas duas palavras. 

Quarta regra

Nessa regra, o adjetivo deve sempre concordar em gênero e número com os pronomes pessoais a que se refere.

Confira os exemplos:

Nesses casos, os adjetivos “tristes” e “animadas” estão concordando com os pronomes pessoais oblíquos “os” e “as”, respectivamente.

Quinta regra

Já na quinta regra de concordância nominal, quando há expressões formadas por pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição “de” + adjetivo, este último, geralmente, é usado no masculino singular.

Veja:

Ou seja, como os adjetivos “estranho” e “divertido” estão concordando com os termos “algo” e ‘“nada”, eles ficam no gênero masculino e no singular. 

Sexta regra

Já a sexta regra estabelece que a palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem função adjetiva e concorda, normalmente, com o nome a que se refere.

Confira os exemplos:

No primeiro caso, “só” fica no singular porque está se referindo apenas ao termo “Renato”, mas, no segundo caso, fica “sós” no plural porque concorda com os termos “Bianca e Carlos”.

Sétima regra

Por fim, a sétima das regras de concordância nominal determina que quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as seguintes construções:

a) Deixar o substantivo no singular, colocando o artigo antes do último adjetivo

Veja:

Ou seja, o substantivo “cultura” permanece no singular, mas o artigo definido “a” é colocado antes do último adjetivo “japonesa”.

b) Deixar o substantivo no plural, omitindo o artigo antes do adjetivo

Veja:

Então,  nesse caso não há artigo antes do adjetivo “japonesa”, mas o substantivo “cultura” foi para o plural, concordando com os adjetivos “italiana e japonesa”.

Com essas regras de concordância nominal fica mais fácil evitar alguns errinhos na hora de escrever a sua redação. E, se você quer melhorar ainda mais a sua produção escrita, veja também o nosso post com 15 dicas para a redação do Enem.

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